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feito com uvas plantadas em áreas delimitadas pode, legalmente, receber o título de champagne.
Obra das mãos do monge beneditino Dom Pérignon, que viveu entre 1636 e 1715, na abadia de Hautuillers, desde a sua origem o Champange está relacionado à alegria. Quando o monge percebeu o que havia criado, saiu gritando: "Estou bebendo vinho com estrelas!!!". Por este motivo, até hoje algumas marcas francesas têm estrelas em seus rótulos. Muitos dizem que o charme dessa bebida está em sua fórmula borbulhante. O próprio Pérignon estabeleceu uma 2° fermentação, pois as rolhas não ficavam nas garrafas. Assim, para aprisionar o gás carbônico eram adicionadas leveduras já dentro das garrafas que, não tendo para onde escapar transformam-se em bolhas, numa dança inebriante.
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No entanto, havia um problema com o vinho: os resíduos da segunda fermentação permaneciam na garrafa, fazendo com que a bebida tivesse uma aparência feia, um líquido turvo e não límpido como é hoje. Foi então que a célebre viúva Clicquot (Viuve Clicquot), que também virou uma marca de Champagne, inventou os processos de remuage (girar as garrafas) e dégorgement (degolar). No primeiro os funcionários da adega inclinam e giram as garrafas, fazendo com que os resíduos se descolem do corpo do recipiente e fiquem acumulados no gargalo. Aí então entra o dégorgement , que retira todas as impurezas, fazendo com que o vinho fique límpido e transparente. É claro que hoje em dia já existem máquinas que giram as garrafas, contudo o Prestige Cuvee continua tendo esse processo feito manualmente.
Com certeza as bolhinhas, marca registrada dessa bebida, são irresistíveis, mas é preciso ter cuidado, pois a pressão interna de uma garrafa de champagne é comparável a do pneu de ônibus. Por isso não se deve agitá-la antes de abrir, afinal o champagne foi feito para comemorar e não para estragar festas!
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Até 1846, o Champagne era uma bebida de paladar doce, não existindo o seco ( brut ) ou o meio seco ( demi-sec ). Foram os ingleses quem fizeram a primeira encomenda de um vinho espumante sem açúcar, consumido durante certo tempo somente na Inglaterra. Hoje o mundo inteiro aprecia e consome o Champagne seco, mais vendido que o doce.
O champagne é elaborado a partir de uvas Pinot Noir, Pinot Meunier (uvas tintas regionais) e Chardonnay (uva branca). Existem vários tipo de champagne como:
Non-vitage: é o produto básico de todos os produtores de champagne, representando mais de 80% da produção desta região. Baseado substancialmente por uma safra única tipica
Vintage: uma categoria mais cara feita exclusivamente com uvas de um ano específico. Geralmente essa categoria fica guardada por 6 anos, até ir para mercado, podendo ficar mais de uma década. Apresenta grande variação na qualidade.
Prestige, de luxe ou cuvée de luxe: é o topo da categoria, normalmente apresenta no rótulo a data da safra, quase sempre é embalada de forma mais elegante, oferecendo a garrafa dentro de uma caixa decorada. São vendidas a preços exorbitantes. Os melhores como Bollinger Tradition, Don Pérignon, Krug e Roederer Cristal geralmente valem a extravagância.
Blanc de Blancs: feita exclusivamente de uvas tipo Chardonnay
Rose: o champagne pode ser "colorido" de duas maneiras, na maceração a própria casca da uva é corante, e na mistura brancos e tintos são mesclados para alcançar a coloração desejada. O mais comum é a mistura. Geralmente é frutoso e levemente adocicado.
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Existem mais de 10.000 marcas de champagne, das quais uma dúzia é considerada grande “Eles são todos diferentes, comparar grandes marcas de champagne é como comparar Monet com Van Gogh ou Mozart com Beethoven” diz Pierre-Emmanuel Taittinger, diretor geral da Taittinger, uma famosa fábrica de champagne.
Agora que você já sabe como surgiu essa bebida, da próxima vez que tiver uma ocasião especial para que ela se torne inesquecível, abra uma garrafa e voilá!
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