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Sensibilidade à flor da lente
Texto  Cybele Fiorotti
Fotos  Marco Antonio Sá


        Meu nome é Marco Antonio Fontes de Sá e nasci no Rio de Janeiro em 3 de dezembro de 1954.Formei-me em Engenharia Mecânica pela U.F.R.J. em 1978 e cheguei a trabalhar 9 anos como engenheiro, numa indústria petroquímica em Cubatão – São Paulo. Sou também pós-graduado em Administração de Marketing pela F.A.A.P.


        A fotografia, entretanto, esteve presente em minha vida desde os 14 anos de idade. Cresceu comigo como um hobby levado muito a sério que, um dia, se tornou profissão. É o meu meio de vida, meu modo de ver e mostrar o mundo e, em particular, o nosso país – Brasil.

        Minha primeira máquina fotográfica foi uma Yashica Lynx 5000E, uma máquina fantástica para a época, presente do meu pai. Fiz um curso básico, em uma associação de fotógrafos profissionais do Rio de Janeiro, onde eu era o aluno mais novo e o mais atrapalhado. Daí para frente e durante anos, por onde eu viajava levava essa máquina comigo. Comprei muitos livros e fascículos sobre fotografia e praticamente tudo que aprendi do ponto de vista técnico foi lendo e através do contato com colegas e amigos mais experientes que tiveram paciência para me orientar, não só sobre como conseguir boas fotos, mas também sobre como ser um profissional em todo o sentido da palavra.

        O exercício da profissão, entretanto, veio muito tempo depois. Na minha juventude, nunca imaginei trabalhar como fotógrafo. Quando chegou a hora de escolher uma faculdade, acabei optando pela engenharia, entre as poucas opções que haviam de cursos superiores “rentáveis”. Formei-me em 1978.

        Na maior parte desse tempo a fotografia continuou como um hobby levado a sério. Aproveitava as minhas férias para desenvolver projetos pessoais de fotografia.

        Um desses projetos estava relacionado com o artesanato paulista, que acabei conhecendo por acaso. Passei mais dois anos fotografando esse tema nos Vales do Paraíba e do Ribeira e em algumas outras regiões do estado. Comecei a gostar do tema e apresentei o resultado do trabalho a editoras de livros e revistas. Em meados de 1987/88 consegui produzir as imagens para um livro sobre o vale do Paraíba e, logo depois, uma grande quantidade fotos foi aproveitada em outro livro sobre artesanato brasileiro.

        Em 1988 sai da empresa de Cubatão e comecei a tentar a vida como free lancer. Durante 5 anos, aproveitei também meus conhecimentos como engenheiro para ser um prestador de serviços como representante técnico/comercial de algumas empresas, mas depois só fiquei com a fotografia.

        No inicio, tentei fotografar um pouco de tudo, especialmente natureza. Tenho até alguma experiência em publicidade. Com o tempo percebi que um dos requisitos para uma boa foto é o envolvimento com o tema. Decidi-me então pelos aspectos de nossa cultura popular, particularmente o artesanato e as festas religiosas, que são os temas que mais me emocionam.

        Grudado neles, vieram as relações do homem com a terra que acabam inspirando as festas e o artesanato. Assim a agricultura e a pecuária entraram no meu portifólio, com foco no homem.

        Além da parte técnica, o que me possibilitou entrar no mercado com uma postura profissional respeitosa aos outros colegas foram as conversas com um fotografo do Rio de Janeiro, especializado no tema natureza – Luiz Cláudio Marigo.

        Na verdade, eu continuo aprendendo tudo isso, até hoje.

 


 
 
 
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