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Fazendo a Social com Fotografia
Por Ric Pereira
Fotos Odete Jochims
A fotografa Odete entre princesas e rainhas

            Odete Jochins é uma fotografa gaúcha da cidade de Candelária, perto de Santa Maria. Ela faz fotos para a coluna social do jornal local. Com uma visão a faro apurado viu a necessidade de se retratar a vida noturna da cidade em uma época que não havia ninguém havia que o fizesse. Ela mudou o cenário de Candelária com suas fotografia que retrata a vida social não somente da sua própria cidade mas de cidades vizinhas, além de alguns trabalhos que faz  em Porto Alegre.

            Odete usa a fotografia também como meio de mostrar as mudanças nas vidas das pessoas através dos tempos. Há 20 anos fotografando e depois de vários erros, acertos, perda de filmes e outras coisas que envolveram a profissão, numa conversa descontraída, ela nos conta um pouco de sua história.

Odete Jochims

Quando você começou a se interessar pela fotografia?
            Bem eu sempre gostei de fotos, mas meu interesse veio mesmo quando, em 1986, comecei a trabalhar no Jornal Folha de Candelária como colunista social.

Como se tornou fotógrafa? Qual o papel da fotografia na sua vida hoje?
            No meu trabalho, como é jornal de cidade pequena, não existia um fotógrafo e quando eu ia fazer a cobertura de algum evento tinha que tirar as fotos que ia usar na coluna. Desta maneira fui errando, acertando e aprendendo.

Você recebeu incentivo especial de alguém?
            Não, sempre fui muito sozinha.

Quais as suas principais influências?
            Não tive. Mas Ric, atualmente amo tuas fotos, fico horas e horas olhando elas, o enquadramento, a cor, a tua sensibilidade em captar o momento.
Muito obrigado.

Qual o tipo de fotografia que você mais gosta de fazer?
            Como continuo a trabalhar como colunista social, o que eu mais fotografo são eventos sociais, destes prefiro fotografar cerimônia religiosa de casamento. Fora o trabalho, gosto de fotografar paisagens.

O que as pessoas que você retrata falam sobre seu trabalho?
            Sempre elogiam.

Os noivos Michele e Giuliani Schwantz

Você fotografa mais em colorido ou preto e branco?
            Gosto muito de fotografia colorida, mas tenho uma paixão secreta pelo preto e branco. Acho que a foto fica mais bonita.

Quais os benefícios que a fotografia digital trouxe?
            Mais qualidade para a foto. Antes o fotógrafo poderia ter dúvidas se a pessoa fechou os olhos, por exemplo. Tive uma experiência anos antes de usar digital. Perdemos os filmes e a maioria das páginas do jornal saiu sem fotos porque não deu tempo de fazer novamente. Com uma digital não aconteceria isso.

O que acha das correções de imagens no photoshop?
            Se forem fotos produzidas, por exemplo, de modelos tudo bem, mas, outras fotos, acho que não devem ser corrigidas.

Nossa revista se preocupa com a união entre a fotografia e ações sociais, você acredita que a fotografia tem alguma função social? Como isso aparece no seu trabalho?
            A fotografia tem também a função de mostrar os problemas sociais para o mundo, fazer denúncias. Às vezes o fotógrafo estando no lugar certo e na hora certa uma fotografia pode mudar muita coisa.

Em seu ponto de vista qual a função social  do fotografo e  quais mudanças ele pode trazer?
            O fotógrafo, através de suas lentes, tem a oportunidade de mostrar tudo o que acontecendo no mundo, como as diferenças de raças, mutilados em guerra, pobreza, meio ambiente e assim talvez mudar o pensamento do governo e das pessoas.

Quais as dificuldades que encontrou na sua trajetória profissional?
            Não sei se eu diria dificuldade, mas quando comecei não sabia como pegar uma câmera e fui aprendendo sozinha. Acho que gostaria de ter recebido alguns elogios no caminho.

Já teve algum problema com alguém a quem ia fotografar ou  passou por alguma situação de risco com a fotografia?
            Bem, tive uma situação engraçada quando comecei a fotografar estava em uma cerimônia religiosa de casamento e o padre mandou parar a solenidade e disse: uma pausa para a foto. Todo mundo na igreja olhou pra mim, fiquei vermelha, mas tirei a foto. Em relação à situação de risco, há um ano atrás uma quadrilha tentou explodir uma ponte que liga nosso município à Capital do Estado. No tiroteio com a polícia dois bandidos foram mortos e lá estava eu fotografando, mas foi tudo tão rápido que a gente nem nota o perigo.

Você participa ou já participou de algum projeto  social com fotografia?
            Não. Mas tenho uma idéia que eu gostaria muito de realizar. Fazer um trabalho em relação ao meio ambiente aqui no município, o antes e o depois em nossos rios.

Quais seus planos  para o futuro na fotografia?
            Meu sonho seria viver apenas da fotografia. Sair com uma câmera por aí e fotografar, sem hora nem dia pra voltar. Quem sabe... Enquanto isto não acontece, vou abrir um estúdio em uma cidade maior.

O que você gostaria de dizer para as pessoas que estão começando?
            Não desista.

Equipe da Folha de Candelária no Baile do Musa do Sol.
 
Ganhadoras do Concurso Musa do Sol, 2006
 
Noite do Hawai, Luciana e Vanda
 
Vencedoras do broto cristal das aguas Laura, Anne e Taritza
 
 
 
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