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Ilha de Algodoal - um pedacinho de paraiso no Pará
Por Ric Pereira
Fotos: SUATÁ - Associação Pro-Ilha de Algodoal
Seu nome é Ilha de Maiandeua, mas todos a conhecem por Ilha de Algodoal. Maiandeua tem origem no Tupi e significa "Mãe da Terra". A ilha é chamada de Algodoal em virtude da abundância de uma planta nativa conhecida como algodão de seda, ainda presente na região, cujas sementes, com filetes brancos, são dispersas pela planta e, ao flutuarem ao vento, lembram o algodão. Quem primeiro a apelidou desta forma foram os pescadores que lá chegaram na década de 1920. Algodoal é, também, o nome da maior vila, das quatro que existem na ilha.
Os 19 km² da Ilha de Algodoal marcados pela tranqüilidade, pelos cenários maravilhosos, atraem turistas de todo o mundo que nunca se decepcionam com a sua natureza bucólica, bela e dadivosa. A comunidade da ilha é formada por pessoas simples e receptivas que vivem, basicamente, da pesca, da agricultura de subsistência e, ultimamente, do turismo.
Quem chega à ilha por Marudá, vem de barco e aporta na praia da Beira, que também é chamada de praia da chegada. O transporte comum e bastante peculiar na região são as carroças puxadas por cavalos, única forma que os visitantes têm de não andar quilômetros para chegar aos pontos mais distantes, já que não é permitida a entrada de veículos.
Algodoal é um dos destinos preferidos de quem gosta de belas paisagens e praia tranqüila. A maioria dos turistas que chega à ilha é brasileira, mas os donos de hotéis e pousadas registram o aumento de visitantes de várias partes do mundo. Janeiro, fevereiro, julho, dezembro além dos feriados regionais são as épocas de maior fluxo de visitantes.
Grupos de jovens são comumente vistos acampando no local, programa ótimo para quem gosta de aventuras. Porém, é possível também ficar em pousadas bem aconchegantes ou hospedar-se em um dos poucos hotéis existentes no lugar.
Conhecer a ilha é conhecer uma parte do Pará ainda pouco explorada. Em Algodoal a energia elétrica vinha de geradores e somente durante algumas horas por dia agora já tem energia elétrica disponível 24 horas introduzida apartir de janeiro de 2005 e o abastecimente de água e proveniente de poços artesianos.
Durante a semana o lugar é bastante calmo, uma vila de pescadores. Vale a pena então visitar uma das principais atrações é o lago da Princesa. Com uma formação curiosa - assemelhando-se a um oásis no meio do deserto - o lago surge entre dunas com água doce e escura, de origem pluvial. O acesso é feito através de trilhas, já que para chegar ao local é necessário andar cerca de 30 minutos.
O nome vem de uma lenda que diz que uma moça morreu afogada nessas águas e, de tempos em tempos, ela aparece nessa lagoa
encantando os homens, conta a administradora de empresas Simone Melo.
Lendas a parte, embora o lugar tenha suas peculiaridades, há quem diga que pode ficar ainda melhor. Essa é a opinião de Regina Maura, uma paraense que costuma passar férias na ilha: “Gosto do bucolismo da simplicidade” diz ela, “mas acho que algumas coisas precisam ser melhor cuidadas, acho que como espaço turístico, que atrai centenas de milhares de pessoas é necessário haver uma plena utilização responsável dos espaços, trabalhos de educação ambiental que se cuide da higiene e conservação dos alimentos comercializados, que se oriente melhor a recepção a quem chega, que se estimule a realização de espetáculos culturais que resgatem e valorizem a cultura local... que se estabeleça uma regulamentação no controle da poluição, a sonora inclusive... enfim, bucolismo rima com respeito às tradições locais, com o encanto e magia do lugar, mas com qualidade de recepção também”finaliza ela.
A boa notícia é que a Paratur (agência responsável pelo turismo no Pará) junto com a operadora turística Freeway estão elaborando um projeto para a ordenação do turismo na ilha chamado de Plano Reencanto que envolve marketing e desenvolvimento turístico com todas as melhorias e infraestrura para receber o turista. Esse projeto visa o aprimoramento de servicos como:
Qualidade de meios de hospedagem,
Políticas de reservas e de tarifas,
Melhores práticas para o setor hoteleiro,
Melhores práticas para o setor de restaurantes,
Criação de produtos ecoturísticos
Como podemos ver as expetativas são as melhores para fazer da ilha de algodoal um lugar ainda mais paradisíaco.
O acesso à Ilha, normalmente é feito a partir de Belém do Pará, a cidade mais próxima provida de aeroporto internacional. De Belém, roda-se por 163 km das rodovias BR-316 e PA-136 até o porto de Marudá. De lá, toma-se um barco que leva cerca de 40 minutos para chegar à ilha. O visitante que utiliza veículo particular para chegar até Marudá, deve utilizar os serviços de estacionamento que são comuns por lá. |
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