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O Pão Nosso de Cada Dia
Por Ric Pereira
No Egito, era o alimento básico. Na Europa, chegou através dos gregos.
Os primeiros foram assados sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas, datando, ao que consta, do VII milênio a.C.
Com eles, no Egito, também se pagavam salários: um dia de trabalho valia três unidades. O próprio Jesus certa vez o multiplicou tendo como base o lanche de um garoto.
Era comum, ainda, entre egípcios e romanos, a distribuição deles aos soldados, como complemento do soldo, tendo perdurado este costume na Idade Média. E assim os egípcios foram os primeiros a assar pães com textura fina. Ele se tornaram especialistas em cultivar trigo, que vendiam aos gregos - estes, com o tempo, se transformaram nos mestres padeiros de seu tempo. Os romanos por sua vez, aprenderam com os gregos a arte de fazer pão, e gostaram do ofício - tanto que, segundo consta, no ano 100 a.C. havia 258 padeiros em Roma. De lá para cá, o pão conquistou o mundo e os métodos de fabricação se sofisticaram, até chegar à automatização e à produção em massa do século XX.
É presença quotidiana em todas as mesas, mas muitas vezes não lhe damos a merecida atenção. Acusado de fazer engordar, quando, na realidade, é um alimento rico e nutritivo, o pão conhece uma infinita variedade de géneros conforme a região onde é produzido e as matérias primas a que recorre. O pão é, hoje em dia, o alimento mais consumido pela humanidade.
Em Portugal pode-se encontrar, mais de 100 variedades. Já a diferença entre os formatos se deve aos fornos comunitários. Cada pessoa ou cada família fazia a sua massa que depois era cozida no forno comunitário. Como a mesma fornada tinha massas de várias famílias, para se distinguirem os pães uns dos outros começaram a fazer marcas nos pães daí terem as diversas tenduras que se foram aperfeiçoando e variando ao longo dos tempos.
Muitas pessoas tem visoes poeticas sobre o pão como a professora de filosofia Rosiane Bessa “acho que é um alimento, cuja a base, o trigo é um ceral que me faz lembrar o livro do pequeno principe, porque os campos de trigo é dourado e muito bonito” diz ela.
Resultando, basicamente, da transformação dos cereais, a partir da respectiva farinha o pão deve merecer certos cuidados na comercialização para conservar as suas características mas, principalmente, para se encontrar nas melhores condições de consumo. |
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