Escola, Mídia e Aprendizagem
Texto Marcia Padilha
As crianças e jovens já estão imersos em um ecossistema comunicativo marcado pela diferentes mídias. Isso gera impactos em seus interesses e em seus processos cognitivos, inclusive. A escola precisa acompanhar a realidade de seus alunos. A última Pesquisa MidiaQ realizada em 2005 pelo MIDIATIVA aponta diferenciais importantes que os jovens identificam na Internet. À sua maneira, eles já se dão conta de que ela tem diferenciais importantes.
Mas, e a escola? Já percebeu o diferencial desta mídia? Professores têm segurança, prazer e autonomia no desenvolvimento de projetos que se beneficiam dos recursos da web? Infelizmente, poucos ainda se sentem à vontade para isso.
É nesse contexto que universidades e sistemas de ensino se vêem obrigados a investir na formação de educadores aptos a atender uma demanda social premente incorporando a Internet e as demais mídias no processo de ensino e aprendizagem.
No caso específico da Internet, é necessário investir na compreensão de seus recursos de linguagem como a hipertextualidade e a hipermídia, os recursos de comunicação e de publicação e relacioná-los a processos cognitivos e de ensino e aprendizagem. Essa formação é fundamental para a autonomia do docente no uso dessa poderosa tecnologia.
A Internet é uma das principais fontes para o acesso a bens intelectuais e culturais, além de ampliar e alterar as redes de relação social das pessoas. Os recursos de pesquisas em materiais atualizados, as possibilidades de comunicação, os recursos de linguagem e a possibilidade muito ampliada de publicação de conteúdos de autoria de alunos e professores têm causado impacto positivo nos processos de ensino e de aprendizagem. Mais que isso, a Internet vem constituindo-se como oportunidade de a escola renovar sua estrutura curricular e de gestão.
Portanto, é necessário que cada vez mais a escola incorpore a Rede na sua rotina e no modo de organizar-se, evitando o risco de tornar-se uma estrutura anacrônica do ponto de vista de sua responsabilidade social e desinteressante do ponto de vista de seu usuário, a criança e o jovem.
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