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  Preparo e ousadia na busca por um trabalho.
Por: Bman Castro

É necessário mais que ousadia para enfrentar o mercado de trabalho!

foto: Marinela Sotoncic

       Com esta frase, quero iniciar uma série de reflexões sobre esta busca incansável que estamos vivendo  à procura de um trabalho que não só nos realize profissionalmente, mas preencha lacunas indiscutíveis e necessárias ao comportamento humano. E para isso começaremos falando sobre o desenvolvimento da mulher no campo profissional  que, de uma maneira singular, tem conquistado mercados pelo mundo  afora.

       Aqui a pretensão não é trazer questões feministas, mas fazer repensar a condição da mulher com os processos de mudanças ocorridas nas últimas décadas. Há bem pouco tempo  a mulher enfrentava todo tipo de preconceito  que chegava a verdadeiros absurdos como, por exemplo, fazer exame de gravidez para atestar a sua condição para o trabalho pretendido. Isso não deixou de existir, mas podemos nos alegrar  com o fato de que, de uma certa maneira, evoluímos. A luta no mercado de trabalho não é exclusividade das mulheres, mas de todos que anseiam por melhores condições de vida e vêem no trabalho a conquista de seus ideais.

       Dados importantes sobre a evolução da mulher no mercado de trabalho nos levam a pensar que o Brasil apresenta alguns avanços: A taxa de participação da mulher no mercado de trabalho, segundo o IBGE, teve de um crescimento sem igual. Só para se ter uma idéia, no ano de 1995 o percentual era de 48,8% e  em 2000 era de 59,7%. Um detalhe importante e que vale a pena ser ressaltado é  que entre os anos de 1993  e 2000 o número de famílias chefiadas por mulheres cresceu 30%, e mais 29% destas mulheres são empreendedoras. Estes dados, na verdade, são apenas uma pequena amostra desta evolução.

       A entrada da mulher no mercado de trabalho representou uma ousadia, no sentido da coragem de enfrentar as situações adversas, e buscar soluções para a resolução de problemas. A Mulher luta pelo direito de trabalhar para além da sobrevivência, pela realização profissional. Isto caminha juntamente com imagens distorcidas dessa ousadia, pensada muitas vezes como a necessidade da mulher enfrentar o chefe ou usar um visual diferente para impressionar e até conquistar espaços. É preciso, portanto, desmistificar essa acepção do trabalho feminino. Mas será que somente a ousadia (coragem) é suficiente para manter um emprego/negócio?

foto: Maddy Bernasco

       Falar hoje sobre o mercado de trabalho, que não quer apenas uma dose de ousadia, é falar principalmente de preparação. Isso mesmo, estar preparado para o mercado de trabalho, seja homem ou mulher, ajuda a conquistar um espaço de destaque.

       É importante saber que o conhecimento empírico é tão necessário quanto a convivência com as diversas formas de  realização, seja ela no âmbito profissional e até mesmo pessoal.

       Cada vez mais o mercado exige as competências necessárias, não só na função em especifico e desejada, mas em todo o processo profissional.
 
       Os profissionais ligados aos recursos humanos de uma empresa tornaram-se verdadeiros caçadores de talentos na busca não só dos mais capacitados mas também dos mais envolvidos e comprometidos com o negócio.

       Será que existe um limite para este conhecimento, nesta qualificação? Em  contrapartida, será que o mercado está oferecendo para estes profissionais “preparados” a oportunidade de crescimento e avanço em suas carreiras? Será que nós mulheres evoluímos a ponto de nos sentirmos confortáveis quando pleiteamos uma vaga de emprego numa empresa?

       No próximo número estaremos dando dicas de como se preparar para o mercado de trabalho, mas, lembre-se, não existem respostas prontas; elas precisam ser construídas e a proposta dessa coluna é justamente contribuir para a busca desses caminhos - e convidamos você, leitor, a participar desse debate. Escreva-nos!  bman@focvm.com

 
 
 
     
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