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missão fotográfica
Escolhida pela Fotografia
Texto e Fotos: Áurea Cunha
 
Áurea Cunha

      Nessa edição apresentamos uma moça de sorriso fácil e de uma sensibilidade a flor da pele. Formada em Jornalismo atualmente dá aulas de Fotografia na UDC- União Dinâmica de Faculdades em Foz do Iguaçu. Entre os trabalhos que realizou, destacamos o fotodocumentário de 2004 “ Todas as Cores do Mundo: Retratos do Multiculturalismo Iguaçuense.” Este fotodocumentário consistiu em 41  retratos,  só mulheres  de origens diferentes que hoje vivem em Foz do Iguaçu. O objetivo do trabalho foi dar visibilidade ao multiculturalismo da cidade, onde coexistem 72 nacionalidades distintas em Paz e despertar a nossa sensibilidade para com o próximo, que pode ter vindo de culturas tão diferentes, mas que partilha, no fundo, das mesmas aspirações. Conheça agora um pouco mais da história dessa fotógrafa.

Como me interessei pela fotografia?
     Foi ela que se interessou por mim. (risos) Trabalho com fotografia desde 1997, mas não planejei isso – aconteceu.

Cheia nas cataratas do Iguaçu

      Eu trabalhava como laboratorista, revelando fotos  em preto e branco na assessoria de imprensa da Prefeitura de Cascavel. Um dia o fotógrafo titular sofreu um acidente, eu tive que assumir sua função, daí não parei mais! Por isso que eu digo que foi a fotografia que me escolheu. Quase todas as minhas experiências cotidianas passam pela fotografia, costumo dizer que saí debaixo da cama para ser fotógrafa. Nasci no sítio, era tímida e quando chagava visitas em casa em entrava embaixo da cama para me esconder, quando não enrolava um acolchoado na cabeça.

      Sou de uma família bastante humilde, a fotografia me fez conhecer muitas coisas que, sem ela, não teria acesso.

      A fotografia está muito presente na minha vida, pois é o meu “ganha pão”, aliás, sempre foi. Nunca fiz fotografia por robby.  Por causa desta relação essencialmente profissional, nunca pude “viajar na maionese” e fazer coisas mais leves. Sinto falta de ter feito uma fotografia mais artística, acredito mais na arte. Mas, quem sabe eu ainda venha a fazer?

      Não tive  influencias.

Crise no turismo

      Sempre fiz o que deu para fazer, de acordo com minhas possibilidades.
Gosto de retratos. Sou encantada com o rosto humano, gosto das histórias que um rosto pode contar e do simbolismo que é possível agregar nos retratos.

      Outro  interesse mais recente é o de registrar coisas belas, como paisagens e flores. Fico mais feliz quando mostro coisas belas. Já tem muita gente mostrando coisas feias, não precisamos disso. O ser humano se sensibiliza mais com a beleza e até se sente envergonhado de suas atitudes.

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