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Curitiba: a cidade verde
Texto e fotos: Ric Pereira
 
Jardim Botânico

      Oscar, o  “mão santa” da seleção de basquete se concentra, mira um cesto de lixo, atira um papel amassado e …erra! Na seqüência uma garotinha balança a cabeça negativamente com ar de reprovação: “Você não é de Curitiba!” … assim começava, tempos atrás, um comercial que traduz exatamente o espírito curitibano de ter uma cidade limpa que valoriza a ecologia.

      Esse espírito é fruto de uma decisão planejada que pode ser observado desde o início da fundação da cidade. Em 1783 o plano urbanístico de Curitiba foi constituído determinando um traçado de ruas organizado.

Detalhe de uma plataforma de embarque

      A partir de 1910 as ruas do centro foram pavimentadas e os bondes até então puxados por mulas foram substituídos por bondes elétricos importados da França. O sistema atual de transporte coletivo foi implantado nos anos setenta visando baixo custo e qualidade no transporte público, uma espécie de metrô de superfície. Com pista exclusiva para os “ligeirinhos” como são chamados os ônibus, o sistema abriga 351 estações tubo com tarifa integrada, assim o passageiro pode atravessar a cidade com um só bilhete. Esse modelo de transporte foi uma revolução na época e rendeu à cidade fama internacional.

Ópera de Arame

      Vem desse tempo a preocupação com o meio ambiente e ecossistema. Essa preocupação resultou na construção de parques na reestruturação do centro histórico, e criação de um circuito turístico que encanta os visitantes e enche de orgulho os curitibanos. Com isso, Curitiba se tornou um modelo de cidade ecológica no Brasil e no Mundo.

      Para desfrutar dessas atrações o visitante conta com um ônibus especial do tipo jardineira que percorre vinte e dois pontos turísticos pela bagatela de quinze reais com direito a quatro reembarques com a mesma passagem e, acreditem, vocês vão conhecer tantas coisas que ao final das paradas já  terá se passado pelo menos meio dia. Por isso um bom conselho é que comecem cedo, e  reservem pelo menos três dias para conhecer a cidade, de preferência sexta, sábado e domingo, pois na segunda o ônibus turístico não funciona. (adivinhem como descobri isso…)

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