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Mandioca, Aipim, Macaxeira
Texto: Márcia Silva
Fotos Ric Pereira
 
Matéria-prima da fécula de mandioca

      Base da alimentação de indígenas brasileiros, segundo conta uma das várias lendas sobre ela, a filha de uma grande chefe que havia engravidado misteriosamente, foi banida da sua tribo. Quando a criança nasceu, o cacique decidido a matá-la foi visitá-la, mas ao ver a criança tão alva não teve coragem. Por sua alvura, chamou-se Mani. Porém, aos três anos a criança morreu e como era costume, foi enterrada na entrada da oca. Sua mãe de tristeza, chorou tanto que naquele lugar nasceu um arbusto. Ao provar da raiz o grande chefe achou-a doce e assim a mandioca tornou-se um alimento básico da cultura indígena.

      De casca rugosa, cor marrom e de poupa branca ou amarelada. A mandioca embora pobre em proteínas, é uma boa fonte de calorias, contém grande quantidade de vitaminas do complexo B. Além disso, conta vários sais minerais em sua composição, como cálcio, fósforo, ferro, potássio e quase nenhuma gordura. Por conter muitas calorias, dever ser evitada por quem está fazendo regime para emagrecer. Também não é recomendada para os diabéticos, pois contém muitos carbohidratos.
Há dois grandes grupos de mandioca: a mandioca-mansa ou mandioca-doce e a mandioca-amaraga ou mandioca-brava. Essa divisão se baseia na quantidade de ácido cianídrico (uma substância venenosa) que cada variedade contém.

      A mandioca-doce, também conhecida como aipim ou macaxeira, não é tóxica, sendo portanto comestível. A mandioca-brava, é tão tóxica que sem o tratamento adequado para eliminar o veneno, (destruído pelo calor do cozimento ou do sol)  pode até matar. No entanto, as duas variedades podem ser aproveitadas em forma de farinha e goma, como o polvilho e a tapioca.

Casa de farinha, pausa para mamar, São Domingos do Capim-PA

      A mandioca tem sido consumida no Brasil desde a época da Colônia. Está presente no preparo de receitas típicas da Amazônia como o tacacá, a maniçoba e o molho tucupí. Dela também se faz bebidas destiladas como o cauim (indígena) e a tiquira (cachaça comum no Estado do Maranhão). Dela também se faz outra farinha o polvilho (fécula de mandioca), doce ou azedo, que serve para a preparação de diversas comidas típicas como, o pão de queijo, porém, o hábito de utilizar as folhas da planta para alimentação no Brasil só acorre na região Norte.

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