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Por Cybele Fiorotti
 

      A coluna da Bel cresceu, ganhou espaço. Estamos orgulhosos, pois devemos a você leitor da FOCVM este presente. Além do espaço para perguntas,  que continuará respondendo às dúvidas e solicitações dos internautas,  vamos falar sobre Organizações Não Governamentais e seu papel ativo na comunidade assistida.Quem são? Como atuam e que resultados atingem? Vamos inaugurar o espaço com uma instituição modelo, a Associação Helena Piccardi de Andrade Silva.

 
AHPAS - Associação Helena Piccardi de Andrade Silva
Cybele Regina Fiorotti
 

Pensando Além da Dor

      Conheci a AHPAS (pronuncia-se “a paz”) através de um e-mail contando a história de um casal que, após a perda da filha de 5 anos, de câncer, dedicava sua vida a ajudar outras famílias no mesmo processo. Fiquei imaginando como alguém que perdera um filho, ainda teria espaço na alma para se dedicar diariamente ao mesmo desafio que enfrentara?

       Acompanhei  o enfrentamento diário de um casal amigo que perdeu o filho adolescente com câncer no cérebro e sabia da dor diária pela qual eles passavam. Então o que faz alguém esquecer o próprio sofrimento e enfrentar junto a outras famílias o mesmo processo?Assim fui conhecer este casal e o trabalho da AHPAS e me propus a ser voluntária naquilo que sei fazer, assessoria de imprensa.

       É muito importante que tenhamos exemplos de abnegação e solidariedade hoje, diante de um mundo tão individualista e solitário, onde pessoas passam o dia sem sequer olhar para o céu e agradecer pela vida. Superar a própria perda e, dia a dia, ver outras acontecendo é um exemplo de dignidade que me faz abrir o coração e falar deste projeto com muito Amor.

O que é a AHPAS

      A idéia da AHPAS surgiu da necessidade de dois pais procurarem renovar o sentido da vida após a morte da filha Helena, de 5 anos, com câncer. A rotina da doença mostrou a esses pais a carência de transporte especializado e gratuito e fê-los ver como um serviço do gênero poderia ajudar as famílias que precisam levar seus filhos para o tratamento regular, durante vários meses, e não possuem recursos para transporte adequado. Afinal, pensaram, de que servem os tratamentos de ponta já disponíveis nos hospitais especializados da cidade que atendem pelo SUS se o paciente pobre não tem acesso fácil a eles?    

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