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Nas escolas, desde pequenos, aprendemos que o Povo Brasileiro foi formado a partir da miscigenação de três raças (relevemos agora o moderno conceito de “raça”): brancos, negros e índios. Enquanto os dois primeiros grupos foram ‘importados’, os indígenas eram autóctones e os autênticos ‘donos’ dessas terras. Assim, nada mais representativo das raízes de nosso País do que a cultura das diversas tribos indígenas que habitavam e ainda vivem espalhadas Brasil adentro. Parte dessa cultura pode ser (re)conhecida por meio dos jogos e atividades esportivas por eles praticadas.
Pois bem: a terceira edição dos Jogos Tradicionais Indígenas do Pará será realizada entre os dias 18 e 23 de agosto, no município de Conceição do Araguaia, sul do estado. Os organizadores esperam reunir cerca de 600 índios de treze etnias paraenses – Aikewara, Araweté, Asurini do Tocantins, Asurini do Xingu, Gavião, Guarani, Kayapó, Munduruku, Parakanã Apyterewa, Parakanã do Tocantins, Tembé, Wai-Wai e Xicrin do Catete – além de representantes de três convidadas pela coordenação do evento – Matis (AM), Xerente (TO) e Terena (MS).
De acordo com o idealizador dos jogos, Marcos Terena, “a idéia é promover a integração entre as comunidades indígenas e não indígenas para se formar um novo pensamento, uma nova imagem para esquecer um passado de conflitos pela posse de terra”.
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