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Há tempos encontrei um rapaz africano, de nome Ernest que trabalha em um hotel, na área onde se faz a limpeza dos utensílios da cozinha.
Ele me disse, muito triste, “dói o coração quando tenho que jogar comida no lixo... de onde eu venho, muitas pessoas receberiam com alegria aquela comida, porque não tem nem isso!”
Esse fato retrata bem o desperdício nas grandes cidades. Não é novidade que o Reino Unido é um dos maiores responsáveis pelo desperdício de alimentos no mundo. Aqui mais de 30 % a 40% dos alimentos que se produz ou que se compra anualmente vão para o lixo, uma loucura quando pensamos que aproximadamente 9 milhões de pessoas morrem de fome por ano no mundo.
Um dos motivos que levam ao descarte de comida ao lixo são os padrões (tamanho, cor, etc) estabelecidos pelos distribuidores ao recusarem produtos em perfeitas condições mas que não estão de acordo com normas previamente estabelecidas. O consumidor foi aos poucos levado a escolher seus produtos conforme esse padrão e não reconhece um bom alimento que esteja fora dele.
O hábito de comprar mais do que se necessita é uma das grandes causas do desperdício de comida. Em pesquisa feita por uma companhia de seguros, constatou-se que 61% das pessoas em um grupo de mil admitiram já ter jogado no lixo ao menos um pacote de salada ainda fechado por semana, na mesma pesquisa as pessoas também admitiram jogar fora pão, fruta e comida congelada semanalmente.
Na noite londrina dois homens em uma van vasculham latões de lixo... Não! eles não são mendigos, são apenas freengans. Pessoas que procuram viver inteiramente do que outras pessoas dispensam nos latões de lixo. Alguns deles já fazem isso anonimamente há muito tempo se esgueirando na escuridão e indo embora o mais rápido possível, com o passar do tempo descobriam que fazer isso não é crime, crime é o desperdício.
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