|
Nesta edição vamos conhecer o trabalho de Tais Abel, uma fotógrafa gaúcha que esta faz um belo trabalho na cidade de Torres. Com uma simpatia incrível e um sorriso sempre no rosto faz sucesso, tem seu trabalho reconhecido pelos maiores veículos de comunicação de sua cidade, inclusive, recebendo vários prêmios importantes, em um local onde a demanda por fotografia social é cada vez maior. Depois de ter passado por uma fase dificil em sua carreira vem a cada dia garantindo seu lugar ao sol e destacando se na paisagem.
Os primeiros contatos com a fotografia começaram bem cedo quando ganhou uma câmera Kodak Instamatic de seu pai. ”Eu não podia ver uma câmera que já queria brincar de fotografa”, diz ela. Brincadeira que ficou séria e hoje faz parte do seu modo de vida. Ela conta que costumava fotografar seus colegas de escola, seus animais de estimação, mas ficavam sempre insatisfeita com o resultado, devido a um defeito na câmera, as imagens nunca saiam como queria.
Formada em turismo e depois de assistir uma palestra do fotógrafo Valdir Kaiser, (que acabou se tornando seu mestre e incentivador) decidiu que queria mesmo era fotografar e fazer disso sua profissão. Foi através dele também que obteve sua primeira câmera profissional, a qual usa ainda hoje.
Ela começa dizendo “A fotografia proporcionou muitas coisas na minha vida, devo tudo a minha profissão, sobrevivo dela, mas, principalmente, ela me permite falar de muitas coisas que amo e também das que não gosto ou me incomodam”. Com uma forma peculiar de ver o mundo através de sua arte, argumenta “Falar de coisas através de imagens faz com que as pessoas me respeitem mais do que se eu subisse num palanque para dizer o quanto odeio o preconceito social e a ignorância ambiental”. Segundo ela as pessoas podem não gostar dessa forma de agir, mas respeitam a fotografia.
Suas principais influências seu além de Kaiser são Maria Helena Dutra, Jonh Collier, Paulo Reichert, Cartier Bresson e Sebastião Salgado.
Taís diz que Kaiser e Dutra foram muito generosos e por causa deles, não desistiu quando as dificuldades vieram e entrou em depressão. Nessa fase perdeu o interesse pela fotografia.
|