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Neste mês abordaremos o tema, relacionamentos pessoais no trabalho. Um recente estudo de Harvard mostra que 2/3 das demissões nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com os colegas. Se antes a preocupação em estreitar os relacionamentos era restrita ao campo pessoal, com a presença do mundo globalizado os profissionais de hoje se deparam com uma nova realidade, já que é preciso manter uma ótima rede de relacionamentos para ser competitivo no mercado de trabalho. Saber trabalhar em equipe, por exemplo, é, além de um grande desafio, uma das prerrogativas para os profissionais atuais.
Hoje, em toda e qualquer organização que queira obter êxito, não se admite mais profissionais individualistas; exige-se profissionais que saibam trabalhar em equipe e, principalmente, que saibam se integrar criando uma espécie de sinergia com as pessoas. Posso até afirmar que o grupo não é simplesmente a soma de indivíduos e comportamentos; o grupo adquire uma espécie de “configuração” de identidade própria que influência nas ações e nos sentimentos de cada membro. Portanto, “estar bem” com o grupo significa ter uma identidade /marca do grupo.
É bom lembrar que você é a base de seus relacionamentos, e que esse relacionar-se é dar e receber ao mesmo tempo, é se abrir para o novo. No mundo corporativo não valem apenas os seus conhecimentos técnicos, o talento e suas idéias criativas; é importante desenvolver a sua capacidade de interagir construtivamente com as pessoas, e isso inclui todos no ambiente de trabalho - seu líder, seu diretor, fornecedores, fiscais, consultores, pares profissionais, subordinados e outros.
Um ponto salutar, em qualquer relacionamento, seja ele profissional ou não, é ser assertivo em suas atitudes, pois assim será mais fácil enfrentar os problemas com base nos fatos e não nas pessoas. O assertivo não leva os problemas para o lado pessoal; ele argumenta fatos e idéias.
Mas nem sempre é assim, não é mesmo? Não posso dizer que é fácil, visto sermos diferentes uns dos outros e com isso nossas idéias e pontos de vista, são, logicamente, diferentes também.
Sentimentos e emoções eram palavras descartadas do ambiente corporativo, não importava o que algum colaborador pudesse pensar ou sentir. Afinal de contas, seu valor era medido pela sua "capacidade de submissão". Vejamos, por exemplo, o depoimento a seguir:
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