Quando liguei a TV na BBC naquela segunda pela manhã achei que não tinha escutado direito, depois além de achar que não tinha escutado direito, achei também que não via direito. Mas era verdade o ícone australiano da conservação havia mesmo tido um acidente fatal.
O naturalista vestido de caqui que víamos agarrado crocodilos nos pântanos, e pelos palcos do mundo promovendo a conservação, estranhamente teve sua vida ceifada de uma forma inusitada. Ele que por muitos anos sempre teve contato com as mais perigosas criaturas do mundo como serpentes, encontrou a morte ao cruzar com um animal que normalmente não oferece um aparente perigo, uma arraia, quando mergulhava na grande barreira de corais.
A morte de Steve Irwin choca não apenas por ele ser astro da tv mundial, mas devido a vida e ao comprometimento dele com a preservação do meio ambiente, para nós da FOCVM MAGAZINE que sempre admiramos o trabalho dele, isso representa uma grande perda para toda a natureza mundial.
Steve herdou sua paixão pela vida selvagem de seu pai quando em 1968, no dia em que completava 6 anos de idade, ganhou de presente dele uma piton de 3.6metros, presente um tanto diferente pra uma criança dessa idade.
Seu envolvimento com crocodilos começou quando sua família mudou-se de Victoria para Sunshine Cost, onde Bob (seu pai) abriu um pequeno parque serpentário. Em 1991 Steve tornou-se gerente nomeando o parque: Australian Zoo.
Embora ganhasse uma boa quantia de dinheiro de seus filmes e apresentações na tv, vivia modestamente. Ele gastava milhões em projetos de vida selvagem e conservação em seu zoológico, além de fomentar ações dessa mesma linha ao redor do mundo. Mas, apesar de todo o seu trabalho em prol da natureza, mesmo nessa hora de dor alguém disse que “finalmente o mundo animal tinha tido sua revanche”. A frase dita por Germaine Geer em sua coluna no The Guardian, causou indignação ao acusá-lo de exploração de animais, embora ele fizesse exatamente o contrário.
Ele era uma das celebridades australianas mais reconhecidas e incansável quando o assunto era meio ambiente, seus amigos e fãs o achavam muito, muito louco. É desse tipo de louco que precisamos cada vez mais.
Até a próxima
Ric |