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A preocupação com a qualidade de vida tem avançado e quebrado paradigmas, tanto que estudos preventivos já ocupam áreas da ciência como a Geobiologia. Você sabe o que ela pode fazer por você em casa e no trabalho? Conversamos com Allan Lopes Pires, geobiologo e autor do livro “Geobiologia – A Arte do Bem Sentir”.
Focvm: A Geobiologia partiu de qual principio?
Allan: Da observação empírica dos Zahoris -aquele que consegue buscar e encontrar aquilo que normalmente está oculto à vista. Os zahoris eram herdeiros de conhecimentos ancestrais deixados no sul da França e norte da Espanha e diziam que certos lugares não eram adequados para a moradia. No Início do séc. XX alguns médicos como o Barão Von Pohl, da Alemanha e o Dr. Ernest Hartmann começaram a pesquisar estes conhecimentos aplicando formatos modernos, da ciência atual, chegando às mesmas conclusões que os zahoris antigos.
Focvm: Este conceito de moradia saudável já é uma realidade no dia a dia das pessoas?
Allan: Sempre que falamos em geobiologia temos que diferenciar Brasil e Américas como um todo da Europa. Na Europa a resposta é sim, as pessoas buscam materiais de construção saudáveis, buscam a opinião de um geobiólogo antes de construir. A geobiologia é ensinada em faculdades de arquitetura e medicina. Nas Américas, o conceito apesar de ter mais de 100 anos é ainda pouco utilizado. É uma novidade.
Focvm: Como o mercado da construção reage ao conceito?
Allan: De novo a diferença. Na Europa temos o mercado altamente receptivo. A indústria da construção se adapta para produzir casas mais saudáveis, existem selos verdes para construção etc. O mercado imobiliário utiliza os conceitos de salubridade do habitat para poder agregar valor aos imóveis. Aqui no Brasil isto ainda é visto como coisa de hippies, ou pelo menos como um empecilho ao progresso iconizado pelo concreto armado.
Focvm: O que é ideal e o que é possível dentro deste conceito?
Allan: O ideal é que exista um estudo do terreno antes da implantação da casa ou edificação, separando as zonas de risco do terreno para áreas menos nobres, como banheiros e corredores. Em seguida que sejam estudados os materiais de construção para que não sejam tóxicos ou radioativos e nem produzam alterações no campo magnético da terra. |