| No mês dos professores apresentamos uma homenagem a esse profissional tão importante! |
Numa ensolarada tarde de outubro, daquelas que dá vontade de ficar admirando o sol se espichando no horizonte, todas as professoras levaram suas crianças para o quintal para esperar a chegada dos pais.
Foi quando entrei na sala para pegar alguns brinquedos e Carolina me pediu uma ajuda. Ela estava mexendo na caixa de panos, escolheu alguns tules, colocou em volta cintura e me pediu para colocar outro em suas costas. Perguntei se ela queria ser uma fada, mas ela me olhou muito segura de si e disse:
- Quero ser uma rainha, faz uma coroa para mim?
Quase sem pensar perguntei:
- Mas essa roupa é tão de fada, será que você não quer ser uma fada?
Ela me olhou com cara de espanto e disse:
- Eu sou uma rainha!
Vi que estava invadindo o espaço dela e a ajudei com a coroa. Porém, olhei para os retalhos e achei que seria um desperdício deixá-los ali sobre a mesa; então, coloquei um tule branco na cintura e outro nas costas, como a Carol havia me ensinado, e saí pelo quintal afora.
Qual não foi a minha surpresa quando Mara, a professora dos mais pequenos, anunciou:
- Olha a noiva!
- Noiva??? - disse eu com cara de decepção – Eu sou uma fada!
- Olha a fada! - anunciou ela novamente, já se desculpando...
Algumas crianças se aproximaram interessadas, então eu disse:
- Eu sou fada, mas ninguém acredita porque estou sem varinha... – olhei para o chão como quem procura algo – acho que ela caiu por aqui... vocês me ajudam?
1 Mestre em Educação e Professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa
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