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Que gorduchinho bonito!
Quem nunca ouviu essa frase antes? Até hoje escutamos nossos avós dizerem que criança saudável é criança gordinha. Mas será que isso é verdade?
Hoje em dia estamos enfrentando um grave problema, que tem atingido muitas crianças: a obesidade infantil. Essa é uma enfermidade crônica que se acompanha de múltiplas complicações, caracterizada pela acumulação excessiva de gordura. Uma criança é considerada obesa quando ultrapassa em 15% o peso médio correspondente a sua idade.
Segundo a endocrinologista Henriete de Geus, desde bebê já se pode detectar a obesidade infantil ao se perceber, através da tabela do crescimento, que a criança está engordando mais do que crescendo. Nesse caso, a mãe deve motivá-la a praticar atividades físicas, ginásticas, fazendo também regime alimentar, que pode começar bem cedo. Regime este que não vai cortar nenhum tipo de alimento da criança, e sim saber quanto e quando dar. Alguns alimentos que devem ser regrados ou evitados são, basicamente: açúcar, gorduras, doces em geral, salgadinho, bolacha recheada, frituras, etc.
Assim que a mãe perceber que a criança está acima do peso deve, em princípio, falar com o pediatra, e depois procurar ajuda do endocrinologista.
No preparo da alimentação da criança os alimentos mais utilizados devem ser carnes magras, frutas e legumes. Mesmo que seja feita uma alimentação com pouco açúcar e pouca gordura, a criança não sentirá falta, pois o próprio organismo se encarregará de extrair o açúcar das frutas e a gordura das carnes.
A criança obesa corre vários riscos de desenvolver diabete, colesterol, e futuramente infarto, derrame, pressão alta, problemas nas pernas e articulações.
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