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Difícil descrever a emoção de adentrar a casa onde Freud viveu seu último ano de vida. A casa, situada em Finchley Road, área residencial nobre na cidade de Londres, foi transformada em Museu em 1986, por desejo de sua filha Anna Freud, falecida em 1982.
Já na entrada pode-se observar um bem cuidado jardim e, na parede, a placa azul anunciando que ali viveu de setembro de 1938 até sua morte, em setembro de 1939, o ilustre Sigmund Freud.
Os móveis, peças de decoração e biblioteca foram trazidos de Viena, sua cidade natal. No andar térreo chamam a atenção a biblioteca, as peças antigas e o divã, recoberto por uma manta de veludo ricamente estampada. No primeiro andar, o visitante se depara com o retrato de Freud, pintado por Salvador Dali em 1938, e o quarto de Anna Freud, com o seu imenso tear. No fundo, uma loja de lembranças e livros e o bem cuidado jardim.
Impossível não se sentir parte da História naquela casa que parece ter uma aura própria, uma energia diferente. Havia um silêncio respeitoso dos poucos visitantes. Todos os que ali estavam olhavam atentamente tudo o que o Museu tem para mostrar. Todos pareciam concentrados nos detalhes, nas formas, em tudo. Quem visita o museu jamais esquece as belezas de tudo o que há na casa: o sentimento de paz, a alegria de saber que há coisas que podem ser conservadas com a mesma beleza e suavidade que as caracterizam.
Imagens de Freud Museum podem ser encontradas em www.freud.org.uk |