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Em meio a uma paisagem exuberante e com um pai fotógrafo, a amazonense Nara Osga começou na fotografia pelo caminho mais improvável... depois de fazer um curso de eletrônica e desenho industrial. É nesse último curso que o interesse pela fotografia começa. Mesmo assim essa fotógrafa muito criativa não tem equipamento próprio para realizar seu trabalho... como ela faz? Bem, isso e muitas outras coisas interessantes você vai ficar sabendo na entrevista a seguir.
Ric Pereira - Como começou seu envolvimento com a fotografia?
Nara Osga - Teve dois momentos em que comecei a me envolver com fotografia: o primeiro foi quando ganhei uma pequena câmera digital do meu pai, então comecei a fotografar tudo e todos. A câmera era para iniciantes, aquela cânon powershot a100, muito boa pra quem ainda é completamente verde. O segundo momento foi quando comecei a estudar fotografia na faculdade, quando me interessei pelas reflexivas. Hoje não uso câmera reflexiva, porém o conhecimento que tive com elas fez com que eu melhorasse bastante a qualidade do meu trabalho.
RP – A convivência com seu pai, também fotógrafo, despertou seu interesse?
NO – Talvez não a convivência, pois passamos muito pouco tempo juntos. Ele está sempre viajando, é biólogo, vez ou outra dirige alguma coisa. Meu interesse acabou partindo de mim mesma, quando vi trabalhos fotográficos ótimos em revistas e coisas do gênero. Ele me ensinou bastante no que se diz respeito a operar uma câmera reflexiva, mas nunca fizemos um ensaio juntos.
RP – Seu pai hoje em dia parou de fotografar. Você se sente dando continuidade ao trabalho dele?
NO – Não, pois meu pai, que tem um grande talento, sempre se interessou por assuntos completamente diferentes dos que eu, hoje, me interesso. Eu nunca vou ter sua prática, e nunca vou ter os mesmos olhos. Questão de personalidade: ele tem a dele, com sua sensibilidade, visão, etc, eu tenho a minha, que ainda está se desenvolvendo.
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