Essa delícia apreciada no mundo todo nasceu no México. As civilizações pré-colombianas já consumiam e aprimoravam o tchocolatl (o primeiro nome dessa delícia!).
Mas o tchocolatl não era comido em forma de bombons e barras delicadamente pré–embaladas: ele era uma bebida! Também não era consumida como hoje: um chocolate quente – os astecas faziam uma bebida amarga e gordurosa. Eles a enchiam de uma pimentinha comprida chamada chili, muito comum na região do México.
O tchocolatl era tão gostoso que os astecas achavam que ele era a bebida dos deuses! E, por isso, era consumido principalmente por reis e nobres.
O chocolate passou a se difundir pelo mundo a partir do século XVI, quando o conquistador espanhol Hernán Cortes o conheceu na corte de Moctezuma II, no México, e o levou para a Europa. Aos se espalhar pelo velho continente, transformou-se e aprimorou-se. Na Espanha, perdeu a adição de pimenta e recebeu açúcar, canela e baunilha.
No início do século XVII, viajantes o introduziram na Alemanha, França e Itália. A primeira casa dedicada em exclusivo ao chocolate abriu em Londres, em 1657, por mão de um francês. Na época era uma bebida muito comum, destinada às classes altas devido ao seu preço. Em 1659, David Chaillou começou a vender em Paris as primeiras tortas de chocolate. Uma década depois o Chef Lassagne, que trabalhava para o duque de Plessis-Praslin, criou o primeiro bombom, coberto de caramelo.
Relatos do hábito de tomar essa bebida estimularam os europeus. O aventureiro e sedutor veneziano Casanova (1725-1798) qualificou o chocolate de “elixir do amor”. Em 1875, utilizando o leite em pó inventado por seu conterrâneo Henri Nestlé, o suíço Daniel Peter apresentou ao mundo o chocolate ao leite. Na primeira década do século XX surgiram as grifes internacionais. Na atualidade o chocolate tem tomado diferentes formatos e é um dos principais ingredientes da culinária mundial.
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