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Projeto “Passe de Mágica” atende 300 crianças carentes em São Paulo
Maria Paula Gonçalves da Silva dedicou a vida ao basquete. Aos 14 anos foi convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira e, no ano seguinte, assumia a condição de titular da equipe, que conservou até o final de sua carreira. Uma trajetória brilhante de 28 anos que, dentre inúmeras conquistas, se destacam a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de Havana (1991), o título mundial na Austrália (1994) e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996).
Reconhecimento de seu talento de dedicação, no Brasil, nunca faltou; no exterior, ele veio em 2006 com a indicação de seu nome para fazer parte do prestigiado Women's Basketball Hall of Fame, o Hall da Fama do Basquete Feminino – homenagem máxima concedida pelos inventores do basquete, os norte-americanos.
Um olhar ao próximo
Tendo consciência de que deve ao basquete tudo o que conquistou na vida, Paula decidiu oferecer seu tempo, conhecimento e prestígio a um projeto social. Depois de anos de avaliação, surgiu o “Passe de Mágica”, em agosto de 2004.
“Começamos em Piracicaba, com um núcleo, que acabou se expandindo e hoje temos dois centros naquela cidade”, diz a ex-jogadora, que atualmente ocupa a direção do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, da Secretaria de Esportes da cidade de São Paulo. O aumento da demanda levou à abertura de um terceiro núcleo, na cidade de Diadema, na grande São Paulo.
Ao todo são 300 as crianças atendidas – 100 em cada centro – que duas vezes por semana dedicam uma hora ao treinamento de basquete e mais uma hora a atividades lúdicas (aulas de inglês, noções de preservação ambiental, e reciclagem de materiais – atividade desenvolvida em parceria com a Livraria Cultura).
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