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Tito Alvarez é para a fotografia cubana o mesmo que Ernesto Lecuona é para a música, Amélia Peláez é para a pintura e Alejo Carpentier é para a literatura ao incorporar a memória cultural cubana de uma maneira distinta, com referencias contextuais e psicológicas em cada retratado.
Como disse Nelson Herrera Isla é “um havano impar que ama esta cidade como se tivesse nascido nela” (na realidade nasceu em Las Tunas e estudou em Holguin até que um empresário musical o escutou e o convidou para cantar na emissora MCKF e em seguida foi contratado para gravar em Havana)
Desde muito jovem sua grande sensibilidade o levou a música. Começou na arte como cantor de baladas, tangos, boleros e chegou a ser um dos cantores mais famosos em Cuba.
Ele tinha uma grande curiosidade pela fotografia e aos 18 anos fez sua primeira foto, aficçao que nunca mais abandonaria. Em 1940 muda-se de Holguin para Havana onde foi contratado pela CMQ e em sua estréia teve com acompanhante o compositor mexicano Agustin Lara.
Viajou ao México onde alternou-se com os grandes artistas daquele país e ali junto com Bosque de Chapultepec, faz sua primeira foto artística ao observar a água não evaporada da chuva que formava um espelho embaixo das arvores, as luzes e as sombras.
Compreendeu ali que para fazer uma fotografia era necessário não somente olhar e sim ver. Esse foi seu segredo, ter a intuição do quadro que se quer fazer através da fotografia. Deu-se conta que manipulando a velocidade podia fazer verdadeiras obras de arte.
Apesar de gozar de grande fama dentro da música ele não abandona o amor pela fotografia e em 1950 se faz membro do Club Fotográfico de Cuba, associação de grande prestigio dentro da historia da fotografia. Finalmente em 1960 abandona sua carreira musical e se dedica exclusivamente à fotografia.
De qualquer perspectiva, analisar o trabalho fotográfico de Tito Alvarez se faz através de um estudo analítico-simbólico. De modo geral, pode-se dizer que é um “cubano de cepa” e fiel expoente da identidade nacional.
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