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Foi um homem transparente, sincero, amigável e colaborador, talvez esses sejam os motivos pelos quais suas imagens expressem ingenuidade, olhar terno, carente de maldade e com certo ar de humor, havendo assim uma correlação interna entre o homem e sua obra. Tito sempre preferiu o retrato a outros temas fotográficos. Mas dispensou os estúdios e o uso de luzes de galeria. Gostava de manipular com aptidão o retrato com luz ambiente para dar uma sensação de naturalidade espontânea.
Fiel a seus vizinhos em seu entorno, enfim a seu bairro para dar uma imagem cubaníssima inseparável dos sonhos, tristezas e alegrias da cidade. Sem submeter-se à considerações da crítica, Tito fez uma imagem reivindicadora dos protagonistas mais comuns de seu bairro, fazendo com que estes passassem a ser o assunto principal do seu relato fotográfico. Simples e conciso era além de tudo a verbalização do ato de fotografar. Captando o que o outro não viu, o que somente o olho treinado de um perito podia ver das coisas populares, folclóricas e da coisa diária.
Foi seguidor da técnica fotográfica e do uso de material fotossensível ante as influências manipuladoras e transformadoras da pintura. São eternas imagens de uma realidade imortalizada no registro da sociedade de ontem e que serve de memorial para o amanhã.
Enquanto trabalhava para o ministério da cultura documentou fograficamente os acontecimentos culturais e fez uma seqüência de retratos dos intelectuais mais importantes do país.
Seu trabalho aparece nos mais importantes catálogos de fotografia sobre a América Latina, as fotos que ilustram essa matéria são do trabalho intitulado “Gente do meu bairro” no qual ele confirma sua visão de fotógrafo simplista que registra cenas sutis de pessoas e coisas comuns que muitas vezes passam desapercebidas por boa parte da própria vizinhança. |