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Guga é mestre também fora das quadras
Há anos o tenista apóia projetos sociais com seu instituto
Por: Newton César Santos
Fotos: IGK
 

       Ao vencer três vezes o torneio de Roland Garros, na França (1997, 2000 e 2001), liderar o ranking mundial durante 44 semanas e ser escolhido o melhor jogador do ano em 2000, Gustavo Kuerten tornou-se o melhor tenista da história do esporte no Brasil. Sorriso cativante, jeito de garoto praiano, Guga “vestiu” bem a camiseta de ídolo nacional e passou a ser referência quando o assunto é perseverança, dedicação e luta por sonhos.

       Mas desde cedo o tenista também chamava a atenção para outro aspecto, esporte à parte: a exposição trazida pela fama revelou Guilherme, seu irmão mais moço, portador de deficiência física e mental, e que o campeão enche de mimos. Aparecia em cena a família Kuerten, sempre unida e com uma mensagem de cunho social a ser compartilhada.

       Guga esteve envolvido com o lado social da profissão de tenista profissional desde o início da sua carreira. Em 1997 e 1998 ele realizou doações a entidades assistenciais, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e participou de campanhas como o Leilão SOS Agasalho do Rio Grande do Sul. As atividades sociais de Guga cresceram com as suas vitórias em quadra. Ao longo de dois anos, Gustavo Kuerten doou a Apae US$ 500 (em 1998) e US$ 200 (1999) a cada partida disputada, independentemente do resultado. “Foi uma maneira que encontrei para ajudar a instituição. A Apae precisa de cerca de US$ 600 mil para construir um novo centro”, afirmou Guga na ocasião.

Instituto Guga Kuerten

       No dia 17 de agosto de 2000 foi lançado o Instituto Guga Kuerten (IGK), em Florianópolis, Santa Catarina, cidade natal do campeão. A instituição é presidida pela mãe de Guga, Alice, que trabalhou vários anos como voluntária da Apae. Seu irmão mais velho, Rafael, ocupa a vice-presidência.

       Entidade sem fins lucrativos, o IGK tem como missão “articular, promover e apoiar ações que visem oferecer oportunidades de desenvolvimento e integração social para todos os cidadãos, buscando fortalecer a cultura de solidariedade entre os membros de nossa sociedade”. O foco principal do instituto é integrar a pessoa com alguma deficiência à sociedade, por meio de iniciativas educacionais, esportivas e sociais.

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