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Timor Leste é um país de contrastes ao mesmo tempo em que apresenta belas praias com um calor que pode chegar a 40 graus como as da capital Dili, é possível também encontrar temperaturas abaixo de zero em suas exuberantes montanhas. Mas não só o clima é de extremos, numa mesma cidade a mais alta tecnologia divide espaço com porcos e cabras criados nas ruas.
Depois de um período de cerca de 25 anos de ocupação brutal por parte da Indonésia, este pequeno país do sudeste asiático conseguiu sua tão sonhada independência.
Grande parte da infra-estrutura foi destruída nesse processo. Dentre as instituições públicas, uma das mais afetadas foi a educação. Escolas destruídas, depredadas e principalmente a falta de professores. No período de ocupação todos os professores do ensino secundário (equivalente ao nosso ensino médio) e do superior eram indonésios. Aos professores timorenses era permitido apenas o exercício da profissão no ensino fundamental, nessa época foi proibido o ensino do português.
Ao final do período de ocupação houve a fuga dos professores indonésios, provocando um caos no sistema de ensino. A adoção da língua portuguesa juntamente com o tétum (dialeto local) agravou ainda mais a situação. Em vista disso, Portugal enviou 300 professores com a missão de ensinar português especialmente para o nível fundamental. Foi estabelecido também um convênio com o governo brasileiro para a capacitação de professores em diversas áreas, mas prioritariamente nas de química, biologia e física.
Foram selecionados 50 professores desde recém formados a experimentados doutores. Em março de 2005 desembarcaram no país e passaram por um primeiro momento de indefinição. Era necessária uma capacitação para os professores timorenses, mas quais seriam as áreas iniciais? Quais os profissionais envolvidos?
As capacitações atingiram 75% dos professores de química do país. As turmas apresentavam diferentes faixas etárias: os mais velhos que falavam muito bem o português, aprendido ainda no tempo da colônia, mas com conteúdo de química defasado, os mais novos, com grande conhecimento, mas com muita dificuldade na língua.
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