Edição 18
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a primeira palavra
Dunga, sua trupe e o frio
 

     Tentava saber o hotel que a seleção brasileira ia se hospedar aqui na cidade para o jogo contra Portugal, até que descobri.

     Me dirigi ao hotel achando que ia encontrar uma grande multidão, mas não foi o que aconteceu. Acostumado a ver sempre um grande grupo por onde a seleção passa no Brasil, achei que tinha alguma coisa errada, talvez por causa do forte frio que castigava a cidade naquela noite ou porque aqui desse lado do oceano as pessoas estão mais ocupadas com outras coisas.

     Enquanto esperava a saída dos jogadores pude ver que o pequeno grupo de simpatizantes não era só formado por brasileiros, ouvi de tudo por lá, polonês, árabe, japonês. O pessoal já impaciente devido a demora da turma aparecer, uns diziam, “caramba, se eu soubesse que ia demorar tanto tem teria vindo!” outras faziam graça com os seguranças que sempre fazem cara de mau.
As horas passam e eis que surge alguém na porta todos ficam na expectativa, mas era só um rosto desconhecido, alguém grita “Eu não conheço, não vou fotografar!”, todos riem.

     A espera é finalmente recompensada, surge a trupe, um por um vão entrando no ônibus, Edmilson, Lúcio, Adriano (esse nem olha para os lados), seguido de Robinho o mais atencioso com a torcida. Ele assina varias camisetas, dá sorrisos e acena para a “micro multidão”.

     A polícia escolta o ônibus que os levará para mais uma partida dessa fase de jogos amistosos, antes que o veículo suma na escuridão da noite londrina alguém grita bem alto “Ei Dunga não vai fazer o Galvão chorar hoje!”
A julgar pelo resultado da partida ele não ouviu os gritos do desesperado torcedor.

Um abraço, até a próxima.

Ric

 
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