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Qualquer pessoa minimamente familiarizada com atividades esportivas em geral conhece a Ginástica Olímpica e suas modalidades em aparelhos e no solo. O sucesso recente de Daiane dos Santos, Laís de Souza e dos irmãos Daniele e Diego Hipólito contribuíram muito para a popularização desse esporte. Mas pouca gente sabe das particularidades da Ginástica Rítmica, esporte em que o Brasil se destaca – ao menos no continente americano.
Segundo Márcia Aversani Lourenço, coordenadora do curso de Educação Física da Universidade Norte do Paraná (Unopar), de Londrina, a Ginástica Rítmica é um esporte praticado somente por mulheres, e que envolve atividade corporal, aliada à música, por meio de cinco aparelhos manuais: corda, arco, bola, maças e fita. Existem competições que avaliam desempenhos individuais e também de conjuntos formados por cinco pessoas.
A modalidade chegou a Londrina (PR) há cerca de 30 anos, por meio da professora Elisabeth Bueno Laffranchi. Em pouco tempo o novo esporte caiu no gosto da população local, que anos depois lotava o ginásio da cidade, o Moringão, para acompanhar as apresentações organizadas pela então Faculdade de Educação Física do Norte do Paraná – hoje Universidade Norte do Paraná (Unopar).
A partir do trabalho realizado pela prof(a). Elisabeth, Londrina dedicou-se a construir o maior centro de treinamento de Ginástica Rítmica do País, que acabou se transformando em referência internacional no esporte. Na década de 1980 a cidade já reunia a melhor equipe de conjunto do Brasil, e que representava o País em competições no exterior.
Com a base lançada e solidificada, os resultados começaram a aparecer. Sob o comando da técnica Bárbara Laffranchi e com treinamentos concentrados em Londrina, a seleção brasileira de Ginástica Rítmica conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata (1995) e o título de Campeão Pan-americano em conjunto nos jogos de Winnipeg (1999). Além disso, a equipe brasileira foi finalista nas Olimpíadas de Sydney (2000), voltou a vencer nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo (2003) – com direito a três medalhas de ouro – e esteve novamente na final dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004).
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