O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Como verbo, significa ameaçar, amedrontar, tiranizar, oprimir, intimidar, maltratar. Exatamente como acontecia com os filmes de sessão da tarde que mostravam intimidações não só no ambiente escolar como também no de trabalho. Comédias como “eu a patroa e as crianças” entre outros cujo objetivo é ridicularizar todos os personagens acabam por disseminar a idéia de que isso é normal, e aceitável.
Para Daisaku Ikeda, presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI) - associação que visa à promoção de valores como a paz e o respeito humano “O primeiro passo para se lidar com o bullying é transformar as atitudes culturais que as autorizam.”
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| Programa do Ratinho, apelo popular a violência |
Segundo Aramis, os motivos que levam a esse tipo de violência são extremamente variados e estão relacionados com as experiências que cada aluno tem em sua família e/ou comunidade: “Famílias desestruturadas, com relações afetivas de baixa qualidade, em que a violência doméstica é real ou em que a criança representa o papel de bode expiatório para todas as dificuldades e mazelas são as fontes mais comuns de autores ou alvos de bullying”.
Fica evidente que as condições sociais existentes no mundo hoje de desigualdades, desemprego, pobreza, competição desmedida, contribuem para a exacerbação desse tipo de comportamento.
Dados divulgados durante o 1° Seminário Gaúcho Sobre Juventude, Violência, Escola e o Bullying dão conta de que as Principais Fontes de Informação dos Jovens são:
* TV: 84, 5 %
* Jornais: 57%
* Rádio: 49%
* Internet: 27%
* Família: 18%
* Colegas de escola: 15%
* Professores: 14%
Esses dados por si só revelam que é importante repensar as formas como estão sendo apresentadas as produções televisivas que tratam da violência. Não só nas ficcionais como também em programas jornalísticos que, em nome da verdade, acabam por dar visibilidade excessiva aos criminosos apresentando com o máximo de detalhes seus atos e com isso expondo as vítimas a mais uma violência, a da espetacularização do sofrimento.
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