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O mundo vai estar de olho no Rio
A cidade vai sediar dois eventos esportivos de envergadura: os Jogos Pan-americanos e os Jogos Parapan-americanos
Por: Newton César Santos
Fotos Eduardo Rocha/ CPB
 

      Entre os dias 13 e 29 de julho o Rio de Janeiro vai abrigar mais uma edição dos Jogos Pan-americanos – a versão continental dos Jogos Olímpicos. O evento deverá atrair a atenção de milhões de pessoas mundo afora e, por essa razão, é considerado fundamental para as pretensões do Brasil – e do Rio – de poder sediar futuramente as duas competições esportivas de maior relevância no planeta: as Olimpíadas e a Copa do Mundo.

      Mas esta nova edição do Pan-americano também vai chamar a atenção por outro motivo. Pela primeira vez na história dos esportes de alto rendimento serão disputados, na mesma cidade e no mesmo período, os Jogos Parapan-americanos. Os atletas paraolímpicos estarão em competição entre os dias 12 e 19 de agosto, e deverão utilizar as mesmas instalações que estarão à disposição dos Jogos Pan-americanos.

      De acordo com os organizadores do evento, os Jogos Parapan-americanos deverão reunir cerca de 1.300 atletas e 700 membros de delegações. Já foram realizadas duas edições dos Jogos Parapan-americanos: na Cidade do México, em 1999, e em Mar del Plata, Argentina, em 2003.

Classificação funcional

Mas, o que é um atleta paraolímpico?

      O esporte paraolímpico tem como protagonista o atleta com deficiência. Tradicionalmente os atletas pertencem a seis diferentes grupos no Movimento Paraolímpico:

a) Atleta com Paralisia Cerebral;
b) Atleta com Lesão Medular;
c) Atleta com Amputação;
d) Atleta com Deficiência Visual;
e) Atleta com Deficiência Mental;
f) Les autres (“Os outros”, que inclui todos os atletas com alguma deficiência de mobilidade não incluída nos grupos acima).

      Diante de um cenário de deficiências tão diversas, para conseguir promover uma competição que pudesse ser considerada justa para uma gama tão distinta de atletas, a solução foi agrupá-los em classes de acordo com a amplitude do comprometimento motor ou visual.

      A classificação visual é puramente clínica, ou seja, pautada em variáveis oftalmológicas. Já a das demais deficiências é funcional, ou seja, avalia-se quanto o resíduo motor de um atleta é funcional para um determinado esporte (potencialidade de movimento).

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