Edição 21
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Motivação no trabalho: mais que uma teoria, uma necessidade!
Por: Bman Castro
 

      Todas as organizações, em geral, podem contar com um recurso muito valorizado na atualidade, esse recurso é o RH, ‘Recursos Humanos’, que assumem grande importância dentro do contexto organizacional. Várias têm sido as denominações para este setor que se preocupa com a administração das pessoas. Mas uma coisa é comum: a preocupação das organizações com a motivação no trabalho.

      A busca por explicações para a motivação do trabalhador em relação ao seu trabalho tem sido tema constante em várias pesquisas efetuadas tanto por cientistas que estudam o comportamento humano como, também, para o pessoal da ARH – Administração de Recursos Humanos.

      Podemos entender o fenômeno motivação, genericamente identificando, como sendo uma busca por energia interna que direciona/canaliza o comportamento do ser humano por determinados objetivos. Esse comportamento está diretamente relacionado com as necessidades de cada um, variando de pessoa para pessoa, em razão de suas diferenças individuais, sua história de vida, seus princípios e valores, muitos deles inerentes ao próprio ser humano. Por esta razão estudar e compreender o homem e sua relação/ interação com o trabalho é uma tarefa complexa.

      A administração puramente Científica baseava-se no comportamento das pessoas como sendo motivado apenas pela recompensa salarial. Esta visão de homem mudou com a tão famosa experiência de Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo e sua equipe. Ele demonstrou que o pagamento ou recompensa salarial não é o único fator decisivo na satisfação do indivíduo dentro das situações de trabalho.

      O trabalhador não é apenas motivado por estímulos econômicos e salariais, mas por questões mais complexas, tais como recompensas que podem ser sociais ou apenas simbólicas. Segundo Frederick Herzberg, na Teoria dos Dois Fatores, “fatores motivacionais são aqueles que fazem com que os indivíduos sintam-se especialmente bem. São eles: crescimento, progresso, responsabilidade, o próprio trabalho, o reconhecimento e a realização.”

      A motivação é absolutamente intrínseca, isto é, ela nasce das necessidades interiores de cada indivíduo. Podemos dizer que é uma força, uma energia que impulsiona na direção de alguma coisa. Por esta razão não é possível criar uma necessidade em alguém, ela é particular de cada pessoa. A motivação é dinâmica. As pessoas não costumam ficar motivadas por muito tempo pela mesma necessidade.

      E onde a motivação entra na vida de um trabalhador dentro da organização? As organizações precisam estar constantemente avaliando o grau de motivação dos seus colaboradores, buscando o foco de satisfação; as necessidades mudam continuamente, assim como o objeto de motivação. A motivação é o fator-chave para o alcance dos objetivos propostos pela organização. Nenhum indivíduo desmotivado se envolve plenamente em direção de um objetivo.

      As pessoas no ambiente de trabalho não agem somente por causa dos seus impulsos interiores, das necessidades não atendidas ou devido a aplicações de recompensas e punições. Em lugar disso, as pessoas devem ser vistas como indivíduos pensantes cujas crenças, percepções e estimativas de sucesso, fama, reconhecimento, enfim, influenciam fortemente seus comportamentos.

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