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Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi a viagem que fiz para a China. Normalmente quando viajo sempre me informo sobre o país, lugares turísticos, usos e costumes. Mas para a China foi tudo muito diferente. Como minha irmã mora lá eu já tinha uma idéia do que iria encontrar; entretanto, a oportunidade de estar lá, vendo com meus próprios olhos, foi surpreendente.
O choque cultural e a barreira da língua foram para mim os primeiros grandes impactos. A língua nacional é o mandarim, mas em Beijing também se fala o cantonês, que é uma língua local assim acontece em outros lugares também.
Os costumes são muito diferentes Por exemplo: caminhando pelas ruas pude ver pessoas andando de pijamas e ceroulas sem o maior constrangimento. Os costumes alimentares não ficam atrás. Dizem que tudo que se mexe e anda de quatro eles comem. Tive a oportunidade de comprovar isso ao visitar uma feira que vendia sapos vivos, cobras, enguias, grilos...
O comércio na China é uma loucura, tudo uma verdadeira barganha. Mas aí podemos fazer um paralelo com o nosso povo mineiro: tudo deve ser muito negociado e, para se fazer um bom negócio, é preciso uma boa conversa!
A mistura de pobreza e riqueza também me tocou profundamente. Ao mesmo tempo, o amor e respeito demonstrado pela população ao ditador Mao Tse Tung é algo que parece incompreensível aos nossos olhos ocidentais diante das condições de vida desse povo. Famílias inteiras moram em verdadeiros cubículos sem iluminação, nas mais precárias condições. Muitos não agüentando o calor cozinham fora das casas e, no entanto, estão sempre sorrindo para os visitantes.
A China, porém, não se resume a isso. A cidade de Shanghai, cujo nome significa “Sobre o Mar” fica no litoral central e é uma das quatro maiores cidades do país. Nessa cidade, tive uma experiência única: não sabia que muitos chineses nunca tinham visto ocidentais e paravam muitas vezes minha irmã e eu para tirar fotos, como se nós fôssemos celebridades!
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