Edição 22
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Rins... o que você sabe sobre eles?
Pesquisa: Márcia Silva
Foto: Eduardo Simões
Imagens: Sociedade Brasileira de Nefrologia
 

       No dia 8 de Março, dia mundial da Mulher, celebra-se também uma outra data importante: o “Dia Mundial do Rim”. Mas o que esse órgão tem de tão especial para dividir as atenções com as mulheres?

       O ser humano possui dois rins que têm cor vermelho-escuro e forma de um grão de feijão. Em uma pessoa adulta os rins medem 12 cm cada um e pesam 130 a 170g cada um. Localizam-se nas costas, um de cada lado da coluna, e são protegidos pelas últimas costelas.

       Entre as muitas funções do rim destacam-se as seguintes:

1. O rim é responsável pela eliminação dos resíduos tóxicos produzidos pelo nosso organismo como a uréia e o ácido úrico. É a sua função de filtração, de limpeza ou de depuração.
2. O rim controla o volume dos líquidos, portanto qualquer excesso de água no corpo é eliminado pela urina; é o chamado efeito diurético.
3. O rim exerce controle sobre os sais de nosso corpo, eliminando os seus excessos ou poupando-os nas situações de carência.
4.  A partir do controle do volume (líquidos) e dos sais, ele exerce grande influência sobre a pressão arterial e venosa do nosso organismo.   
5. O rim produz e secreta hormônios: a eritropoetina, a vitamina D e a renina. A eritropoetina interfere na produção dos glóbulos vermelhos e a sua falta pode levar a uma anemia de difícil tratamento. A vitamina D, calciferol, controla a absorção intestinal de cálcio. E a renina, junto com a aldosterona, controla o volume dos líquidos e a pressão arterial de nosso organismo.

       Tudo isso mostra que se os rins deixam de funcionar a vida não é possível. É verdade que os avanços da Ciência permitiram encontrar meios para resolver parcialmente este problema: a diálise e a transplantação, todavia, não apagam o custo do sofrimento pessoal e familiar, bem como as conseqüências sociais.

       O Brasil acompanhou o caso das irmãs Eva, Anna Paula e Anna Maria - as três portadoras de uma grave doença renal e sem tratamento a não ser o transplante, que sofreram um drama: na família somente a mãe se apresentava como doador compatível. As meninas tiveram que escolher quem seria a receptora e a procura motivou a fundação da ong Doe Vida. Atualmente as três já conseguiram realizar os transplantes, mas um grande número de pessoas continua na fila.

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