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Auto-intitulado pescador de imagens, Doisneau mergulhou nas ruas de Paris esperando pelo melhor momento de registrar uma cena.
Um dos mais famosos fotógrafos franceses de sua época costumava fotografar confiando no seu instinto no momento em que as cenas aconteciam, ao contrário do que acontecia em sua época. Fez do subúrbio de Paris seu principal tema, onde passou maior parte de sua vida coletando imagens.
Cursou fotografia na Ecole Estienne em 1929, depois estudou sozinho a procura de novas técnicas e em 1934 foi considerado um profissional. Robert era um fotógrafo humanista para quem as pessoas eram a coisa mais importante, fotografadas em meio às suas alegrias e tristezas. Ele costumava dizer que gostava da idéia das coisas não serem controladas e que poderia achar boas cenas por acaso.
Sua habilidade em capturar simples imagens do dia-a-dia certamente teve um grande apelo para os franceses, com muito mais sentido nos dias após a ocupação nazista.
Passou maior parte de sua vida como free-lance, com exceção de um tempo em que passou trabalhando para a montadora francesa Renault, de onde dizem que foi dispensado por faltar muito ao trabalho, e trabalhou também para a revista Vogue. Colaborou com a agência Rapho fotos por quase 50 anos, a qual continua a representá-lo. Suas filhas Annete Doisneau e Francine Deroudille agora cuidam do seu acervo de mais de 450 mil imagens.
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