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A próstata é uma glândula masculina em formato de maçã situada imediatamente debaixo do colo da bexiga. Ela produz parte do sêmen, um líquido espesso que contém os espermatozóides, produzidos pelos testículos. Por isso tem uma função muito importante na Reprodução Humana. Porém, após os 45 anos de idade ela pode sofrer um aumento e aí começam os transtornos para o homem.
O aumento da próstata comprime bexiga e uretra e provoca dois sintomas importantes: a dificuldade para urinar, em que o jato urinário fica mais fino e perde a potência. O segundo é a maior freqüência para urinar, especialmente à noite. Esse aumento da próstata não é câncer, mas é importante que o homem faça exames periódicos. Pois o câncer pode aparecer por volta dos 50 anos e não produz sintomas em sua fase inicial; na fase avançada, pode apresentar dor no momento de urinar ou ejacular, sangue no sêmen ou na urina, e dor na parte inferior das costas, quadris e coxas.
Como não produz sintomas em sua fase inicial, o tumor pode crescer de forma silenciosa e, quando é descoberto, em geral, já atingiu os tecidos vizinhos e a possibilidade de cura cai muito. Só para dar uma idéia, se o tumor ainda estiver contido pela glândula, é curável em 90%, 95% dos casos. Se escapar dali, mesmo antes de se espalhar, só por atingir os tecidos vizinhos, a chance de cura cai para 35%.
A detecção do câncer de próstata é feita pelo exame clínico (toque retal) e da dosagem de substâncias produzidas pela próstata: a fração prostática da fosfatase ácida (FAP) e o antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática trans-retal se disponível). Esta ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal. O toque retal permite detectar nódulos pequenos, menores que 1,5 cm3, e avaliar a extensão local da doença. Sua realização periódica é a melhor forma de se reduzir a mortalidade por câncer de próstata. Porém, o preconceito tem afastado muitos homens do consultório e, com isso, deixado famílias órfãs de seus entes queridos.
Dona Terezinha, que perdeu o marido recentemente confirma: “ele tinha medo, mas depois que constatou a doença, ele foi falando com os vizinhos, e com os colegas dele, e foi descobrindo que vários deles tinham os sintomas. Os homens não falam disso, eles têm medo. Meu marido não sobreviveu, vai ver era destino, mas o seu exemplo foi importante, salvou outras pessoas... o vizinho mesmo se operou e está bonzinho, talvez se ele tivesse ido antes ao médico, quem sabe estaria vivo”.
O câncer de próstata representa um sério problema de saúde pública no Brasil, em função de suas altas taxas de incidência e mortalidade. Ele é o segundo mais comum em homens - só sendo superado pelo de pele - e o terceiro em óbitos.
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