Foi durante os Jogos Olímpicos de Paris, em 1924, que a frase “Citius, Altius, Fortius” (Mais rápido, mais alto, mais forte) foi adotado como lema oficial das Olimpíadas. A origem era o atletismo, esporte grego por excelência, que presumia a constante busca de superação do corpo e, por que não, da mente.
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| 02.08.2007 - Atletismo |
Na atualidade, essa busca de superação de corpo e mente se expressa em diversos níveis. Um deles se apresenta nas modalidades esportivas praticadas por pessoas com necessidades especiais, e um bom exemplo foi a terceira edição dos Jogos Mundiais de Cegos, realizada no Brasil e organizada pela Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC). Anteriormente, foram realizadas competições mundiais na Espanha, em 1998, e no Canadá, em 2003 – ambas organizadas pela International Blind Sports Federation (IBSA), a entidade mundial voltada à promoção esportiva de atletas com deficiência visual.
As cidades de São Paulo e São Caetano do Sul receberam, entre os dias 28 de julho e 8 de agosto, mais de 1.600 atletas de 63 países que competiram em sete modalidades: Atletismo, Futebol B1 (jogadores cegos) e B2/B3 (jogadores de baixa visão), Natação, Judô, Goalball e Powerlifting. Não foram cobrados ingressos para as disputas e os ginásios receberam um bom público ao longo dos 12 dias de competições. O evento foi importante por dois motivos: tratava-se da maior competição do mundo exclusivamente para atletas cegos e de baixa visão e, além disso, porque estavam em jogo mais de 120 vagas diretas para as Paraolímpiadas da China, marcadas para 2008.
Em maio foi feito o lançamento da mascote oficial dos Jogos. Dorinha, criada pelo desenhista Maurício de Souza, foi inspirada na senhora Dorina Nowill, atualmente com 88 anos e cega desde os 17. Ela é a Presidente Vitalícia da fundação que leva seu nome, uma entidade que trabalha para a inclusão social dos deficientes visuais.
Ao final das competições a Rússia sagrou-se como a grande vencedora dos III Jogos Mundiais de Cegos, com um total de 28 medalhas de ouro, 15 de prata e 11 de bronze. Em segundo lugar ficou a Bielo-Rússia, com 18 ouros e 38 medalhas no total. O Brasil obteve sua melhor participação na história e ficou em terceiro lugar, com 17 medalhas de ouro, 22 de prata e 19 de bronze.
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