Edição 24
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Cozinhas Solares – uma alternativa do presente
Pesquisa: Márcia Silva
Foto: Energialivre.com
Forno

       Dados das Nações Unidas indicam que aproximadamente 2,8 bilhões de pessoas não possuem combustível adequado para cozinhar. O uso da energia solar no preparo de alimentos como arroz, pão, bolos e mesmo carnes, é uma excelente opção para minimizar um problema que atinge quase um terço da população do planeta.
       Essa é a proposta das cozinhas solares que se utilizam dos princípios da energia solar para o preparo de alimentos. A cozinha solar foi utilizada no Quênia com grande sucesso. Foi feito um trabalho com 28 mil famílias durante oito anos que resultou na diminuição de doenças e na redução da mortalidade infantil. Um outro efeito importante foi a diminuição das retiradas de madeira.
       Esse processo não é novidade: Portugal realizou esse ano o IV Encontro de Cozinhas Solares no Algrave. “Divulgar a cozinha solar é a melhor forma de divulgar as energias renováveis e de sensibilizar a população mais céptica, porque provam a comida e acreditam que é possível", explica Celestino Ruivo, mentor dos encontros Ecosol e professor de engenharia mecânica na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Algarve.
       Aqui no Brasil essa iniciativa já existe desde os anos 70 com o trabalho do LES – Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal da Paraíba. Contando inclusive com uma fábrica comunitária de fogões solares na cidade de Areias, no pequeno povoado de Uiraúna.
       Os moradores já aderiram à novidade, principalmente porque a cata da lenha é uma atividade muito sacrificada.
       O fogão solar adotado pela comunidade de Areias apresenta algumas restrições e exigências no seu uso. A maior restrição é que a sua utilização só poder ser feita durante os períodos de radiação solar, o que exige um local de instalação isento de sombras durante o dia e, principalmente, outro tipo de fogão para atender às necessidades de cozimento nos horários sem radiação solar e nos dias de chuva e ou céu nublado.
       A operação do fogão solar também apresenta algumas exigências como, por exemplo, a necessidade de ajuste de foco a pelo menos cada 20 minutos e, quando do preparo de alimentos que exigem muita manipulação, a exposição ao sol forte.
Para conservar a temperatura dos alimentos na própria panela, os cooperados inventaram um recipiente denominado de "Balaio Térmico". O nome deve-se ao emprego do balaio como invólucro. O isolante utilizado é o algodão, na forma de tecido e também no estado bruto. Os cooperados afirmam que o recipiente pode conservar o alimento por mais de dez horas. Além disto, com a prática as panelas podem ser retiradas um pouco antes do tempo e o cozimento pode ser finalizado no referido reservatório pois, graças à diminuição das perdas térmicas, o calor armazenado na panela será suficiente para concluir a operação.


Se você se interessou por esse tema, saiba mais através dos links dos sites:

http://www.aondevamos.eng.br
http://solarcooking.org/
http://www.les.ufpb.br
http://www.tvcultura.com.br
http://www.barlavento.online.pt

 

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