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Parece que foi ontem que, em 97, ainda no Brasil, eu assistia ao funeral da princesa Diana pela televisão. Dez anos depois pude conferir pessoalmente como ela ainda desperta fascínio e admiração nas pessoas aqui no Reino Unido.
Sexta-feira, 31 de outubro, Kensington Palace. Uma multidão reunida em frente aos portões para prestar homenagens àquela que foi um ícone da Inglaterra, admirada por pessoas de todas as classes e idades. Todos trazem uma lembrancinha para depositar nas grades que cercam o palácio, são flores, velas, fotos, poesias.
Testemunhei vários tipos de conversa, desde a lembrança do que ela fazia até as suspeitas e os motivos que envolveram o acidente em Paris que culminou com sua morte. Todos têm algo a dizer nesse dia. Mas acima de tudo, essa é uma ocasião em que se reflete sobre o legado deixado por Diana. Ela certamente queria deixar sua marca e conseguiu. Envolvida sempre com as causas humanitárias, especialmente em Angola onde, junto com alguns órgãos, fez campanha para a erradicação das minas terrestres plantadas há muito tempo, mas que representam um perigo até hoje.
Vejo, nesse dia, pessoas com rosto triste, posso ver a introspecção em cada olhar. Nesse local sempre movimentado, hoje está ainda mais, tem gente da TV, fotógrafos, idosos, mães com seus bebês, gente jovem que conheceu apenas a história contada por seus pais de uma princesa que um dia ousou fazer as coisas de modo diferente.
Até a próxima
Ric |