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Existem pessoas que se aventuram pela fotografia, mas Andréas Valentin faz da Fotografia uma Aventura! Esse fotógrafo, que com seu trabalho faz importantes da cultura do nosso país, é o nosso entrevistado dessa edição.
FOCVM - Quando você começou a se interessar pela fotografia?
ANDREAS VALENTIN - Em 1968, com 16 anos, quando ganhei minha primeira câmera, uma Voigtländer que utilizava filme 126, de cartucho desenvolvido para as Kodak Instamatic. O negativo era pequeno e quadrado. Logo fiz um upgrade para uma Pentax Spotmatic que me acompanhou durante muito tempo. Meus pais gostavam muito de fotografar e bem! Desde cedo, portanto, convivi com a imagem fotográfica.
F - Como se tornou fotógrafo?
AV - Ao longo da vida, fui me aprimorando na técnica e na forma. Na universidade, estudei História da Arte e Cinema, trabalhei muito com Super8 e fui fotografando e fotografando e fotografando.
F - Qual o tipo de fotografia que você mais gosta de fazer?
AV - Durante o período de 15 anos em que morei na Amazônia, foi a natureza exuberante que mais atraiu meu olhar. Hoje, já há algum tempo de volta ao Rio de Janeiro, busco outras direções, mais vinculadas à fotografia urbana como no meu último trabalho “expaSSos”.
F - O que te levou a Manaus?
AV - Em 1980, estava buscando melhores oportunidades de trabalho. Tinha conhecidos lá (o irmão do Hélio Oiticica) e Manaus, à época, era um lugar que, apesar de distante, desenvolvia muito rapidamente em função da Zona Franca.
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F - Como surgiu a idéia de trabalhar com o tema do boi de Parintins?
AV - Conheci o Festival pela primeira vez em 1996 e fui imediatamente “contaminado” pela beleza, criatividade e energia dos Bois, além dos atributos muito peculiares da cidade de Parintins. Resolvi ali, naquela noite de 29 de junho, que iria fazer um trabalho sobre o assunto. Inicialmente, seria um vídeo, primeiro sobre o Garantido e, na seqüência, sobre o Caprichoso. No ano seguinte, voltava a Parintins, não para o vídeo, mas para recolher material para realizar o primeiro livro da série, em parceria com Paulo José Cunha que se encarregou de escrever o texto. No ano seguinte, produzimos o livro do Caprichoso. Continuei pesquisando, fotografando e produzindo matérias sobre a cidade e o Festival. Em 2002, resolvi me inscrever num programa de pós-graduação em Artes, na Universidade Federal Fluminense. Dois anos depois, defendi minha dissertação “Contrários: a celebração da rivalidade dos Bois-bumbás de Parintins” que se transformou em livro publicado pela Editora Valer de Manaus. Continuo conectado ao lugar e às pessoas, trabalhando em alguns projetos e disponibilizando meu vasto acervo iconográfico.
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