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Ontem (sábado) ao passar por uma cruzamento para pedestres (zebra crossing) lembrei de quando cheguei em Londres e minha amiga Kátia Cabral me falou que onde eu visse essas faixas com as luzes piscando, eu poderia atravessar sem medo, porque os carros me dariam preferência para atravessar. Custei a acreditar no que meus olhos viam, principalmente vindo de uma cidade como São Paulo onde o pedestre não tem muito espaço.
Fiquei impressionado com o sistema inglês que dá preferência ao pedestre e não aos veículos. Eu já tinha lido sobre os alemães esperarem no sinal vermelho mesmo que não viesse carro algum quando esta nevando, mas o pedestre ter preferência era uma coisa totalmente nova para mim.
Não só para os ingleses, mas também em outras partes do mundo o pedestre ser tratado com respeito já é uma coisa costumeira.
A zebra crossing foi usada a primeira vez no Reino Unido em 1949 (depois de um período experimental em várias cidades) e eram originalmente pintadas em azul e amarelo. Em 1971 foi introduzido o Green Cross Code para ensinar as crianças a atravessarem as ruas com segurança. No Reino Unido as faixas são acompanhadas de umas luzes amarelas piscantes chamadas Belicha beacon em homenagem a Leslie Hore-Belisha, ministro dos transportes que introduziu esse sistema.
A zebra crossing mais famosa é a da Abbey Road que deu nome ao disco onde aparece a foto antológica dos Beatles atravessando a rua.
Há noticias de que no Brasil as coisas começam a mudar. Em algumas cidades como Natal e João Pessoa já existem projetos nesse sentido e há uma movimentação da sociedade em favor da preferência ao pedestre no cruzamento da rua, ao menos na orla. É uma iniciativa tímida ainda, mas já é um começo para uma mudança e para a conscientização de que o pedestre é muito mais importante que os veículos, porque no final das contas todo motorista também é um pedestre.
Até a próxima
Ric |