Edição 28
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Inclusão social no Trabalho (Parte I)
Por: Bman Castro
 

      Primeiro vamos entender o que seja inclusão social. Segundo a Wikipédia,  Inclusão Social é uma ação que combate a exclusão social geralmente ligada a pessoas de classe social, nível educacional, portadoras de deficiência física, idosas ou minorias raciais entre outras que não têm acesso a várias oportunidades. Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de participarem da distribuição de renda do País, dentro de um sistema que beneficie a todos e não somente uma camada da sociedade.

      A inclusão social no trabalho tomou maiores proporções apartir da  Lei de Cotas, que obriga a contratação de 2% a 5% de funcionários com deficiência, dentro das empresas. Esta lei obriga então os empresários a colocarem em seu quadro de funcionários pessoas portadoras de deficiência física. No entanto muitas empresas, apesar dos seus esforços, têm encontrado dificuldades para desenvolver projetos bem estruturados, que cumpram as exigências da Lei de Cotas, geralmente por esbarrar em discriminações do passado.

      Pessoas com deficiência freqüentemente eram excluídos, pela própria família, do ensino com qualidade e do convívio social. Isso gerava e ainda gera uma séria de dificuldades no que diz respeito a possibilidade de qualificação para exercer diferentes funções, já que praticamente qualquer atividade profissional poderá ser adaptada para as diversos tipos de necessidades de pessoas com deficiência.  É o caso de vagas para operadores de telemarketing com deficiência visual, por exemplo.  As empresas então são desafiadas a além da contratação destas pessoas, qualificá-las e ai aparecem as dificuldades, visto que temos poucas escolas, instituições que trabalham com este tipo de treinamento em especifico.  Por outro lado este desafio está sendo superado por empresas que aprendem a localizar, contratar e treinar pessoas com deficiência, além de preparar os seus locais de trabalho e os seus funcionários para a atuação em equipe.

      O treinamento para pessoas com deficiência passa por um preparo maior específico que requer também uma qualificação da equipe de treinamento. Tem sido difícil para empresas que trabalham com treinamento, encontrar professores, mentores, facilitadores preparados, pois o treinamento não visa basicamente preparar tecnicamente o funcionário com deficiência, mas abordar questões como o relacionamento entre os funcionários, principalmente fornecendo informações de  como lidar com as necessidades de locomoção, comunicação, conforto, e manutenção da saúde e bem-estar. As empresas devem preparar seus funcionários para receberem, apoiarem os funcionários com deficiência. Incentivados pelo senso de equipe, esses funcionários irão resgatar valores e ser reconhecidos como agentes produtores e como componente importante da geração de renda e lucratividade.

      No Brasil este processo de aprendizagem ainda anda por passos lentos, mas podemos dizer que já avançamos muito com a atuação e parceria de ongs e instituições que tem se dedicado a  superação dessas barreiras.

      Na próxima edição continuaremos com este tema, se você quer opinar ou trazer contribuições para essa discussão, mande seu e-mail para esta revista.

      

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