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| foto: Rodolfo Clix |
No dia 8 de agosto deste ano os olhos do mundo estarão voltados para Pequim. Pela curiosidade que cerca as atrações artísticas em preparação, pelo investimento em infra-estrutura, pela grandiosidade do evento e pela festa esportiva em si, a China promete organizar um dos mais bonitos Jogos Olímpicos da história. A palavra bonito, aliás, tem perfeita sintonia com o Esporte, atividade à qual se costuma atribuir adjetivos de caráter positivo, como saudável e sociável.
Mas em um Universo dual, como o que vivemos, sempre existe um outro lado de se ver e analisar o que nos rodeia, e com o Esporte não poderia ser diferente. Assim, além de buscar superar seus limites pessoais e os adversários, nas diversas modalidades que serão apresentadas em Pequim, os atletas terão de vencer também um inimigo tenebroso, vil e perigoso: a dopagem. Tenebroso porque proibido; vil por ser desonesto; e perigoso porque pode levar à morte.
O termo dopagem vem do ver inglês dope, que significa adicionar ou ingerir substância estranha. Na dopagem bioquímica, relativa à prática de esportes, busca-se administrar em um organismo humano substância(s) que seja(m) de caráter anabolizante, excitante ou estupefaciente, com vistas a se obter vantagem em uma competição esportiva. A idéia é fazer com que o organismo alcance um nível de desempenho que não seria possível sem a ingestão dessa(s) substância(s).
Nas palavras de um atleta de halterofilismo, que não quis de identificar, a dopagem é uma tentação ao alcance de qualquer um. “Hoje em dia é possível conseguir todo o tipo de droga ou substância, das mais baratas às mais caras, no Brasil ou fora, sem muita dificuldade. O problema é que os testes anti-doping estão cada vez melhores e são aplicados em todas competições importantes. O que significa que a probabilidade de entrar em uma competição sob o efeito de doping, vencer e ser pego no exame é grande”. Diante da questão do porquê se dopar, ele esclarece. “Isso é fácil de explicar: quem compete quer vencer. E se existe alguma coisa que possa contribuir para a vitória, e está acessível, muita gente não duvida em apelar para uma droga”.
Organismos de controle
A principal instituição anti-dopagem é a WADA (World Anti-Doping Agency - http://www.wada-ama.org/en/). Criada em 1999, ela se encarrega de promover, coordenar e monitorar o combate contra a dopagem em todas as modalidades esportivas. Em resumo, a WADA pauta suas ações com o intuito de preservar os valores intrínsecos característicos da prática esportiva, conhecidos como “espírito esportivo”. Essa é a essência dos Jogos Olímpicos, que têm no “jogo limpo” sua bandeira de distinção e que cultua os seguintes valores:
Ética, fair play e honestidade;
Saúde;
Excelência no rendimento;
Personalidade e educação;
Divertimento e satisfação;
Trabalho de equipe;
Dedicação e empenho;
Respeito às regras e leis;
Coragem;
Espírito de grupo e solidariedade.
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