|
Marcos Evangelista de Moraes nasceu em São Paulo, em junho de 1970. Naquele mês e ano, o futebol brasileiro chegou ao ápice com a conquista da Copa do Mundo do México e o direito de posse definitiva da Taça Jules Rimet, criada e colocada em disputa 30 anos antes. Como quase todos os garotos nascidos antes e depois dele, o menino Marcos sonhou em jogar futebol profissionalmente e, quem sabe um dia, defender a Seleção Brasileira em um campeonato mundial.
Mal poderia imaginar que aos 38 anos ele seria mundialmente conhecido como Cafu e seria um dos maiores nomes da história do futebol mundial. Recordista de partidas pela Seleção Brasileira (150) e em jogos em Copas do Mundo (20), Cafu se tornou o primeiro atleta da história das Copas a disputar três finais consecutivas. Faltam-lhe estantes e cômodos para abrigar os inúmeros troféus e prêmios que acumulou ao longo de sua carreira nos gramados mundo afora.
Alimentando sonhos
Mas, segundo ele mesmo, nenhuma conquista se compara ao desenvolvimento da Fundação Cafu. “Não existe preço no mundo que possa pagar o sorriso de uma criança”, não cansa de repetir quando perguntado sobre a motivação que o levou a dar início ao projeto que leva seu nome. Com a lembrança vívida da infância pobre, mas digna, que ele e seus irmão tiveram, Cafu foi testemunha de exemplos de outras crianças de seu bairro que não tiveram a mesma sorte, e que se perderam em meio à violência, às drogas, à falta de incentivo. Foi com esse intuito que ele voltou ao seu bairro, o Jardim Irene, na periferia da cidade de São Paulo, e ali instituiu uma entidade beneficente voltada a elaborar e manter programas direcionados a incluir socialmente jovens daquela região. O objetivo: fomentar o desenvolvimento do exercício da cidadania no jovem, para que ele possa crescer e se tornar um adulto sadio e responsável.
|