Edição 30
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missão fotográfica
Imagem da Alma
Por: Sandra Mara de Oliveira Souza
Fotos Antonio Junior
 
Antônio Júnior

       Antônio Fernandes da Silva Júnior iniciou seu percurso profissional com uma câmera de vídeo. Entusiasta da imagem desde a infância, formou-se técnico em operação de câmera pelo SENAC – RN e, desde então, nunca mais se apartou da imagem. O apelido de criança, Bizunga, converteu-se em alcunha profissional e o esmero que tinha com a câmera de vídeo é agora exercitado com a máquina fotográfica CANON EOS Rebel 300D em eventos sociais e festivais culturais pela cidade. Mesclando a sensibilidade artística à técnica em constante aperfeiçoamento, Antônio Júnior tem o elemento humano como tema recorrente em seu trabalho. Detalhes do corpo e jogos de luzes compõem sua visão mais do que humanística da fotografia, características ampliadas pela formação religiosa e pela vivência estreita com a música, outra grande paixão do fotógrafo.

Sandra - Como você despertou para a fotografia?
AJ – Eu tenho um amigo fotógrafo, que faz fotojornalismo, e nós somos amigos desde a infância. Ele estava sempre com a máquina, fotografando, e eu sempre vendo aquilo ali. Acredito que foi a partir daí que despertei para a fotografia.

Sandra – O que mais lhe chama a atenção numa foto?


AJ – Se for de pessoas, o que mais me chama a atenção são os olhos. Os olhos são faróis. O olhar é o que há de mais marcante num ser humano. Eu já tive a experiência de fotografar pessoas e pedir para elas mudarem o olhar e a foto tomou um rumo totalmente diferente. Em segundo lugar é a luz.

Sandra – O que a imagem fotográfica representa para você?
AJ – A fotografia tem um sentido espiritual. Eu acho que, quando eu fotografo pessoas, eu fotografo almas, sentimentos. Quanto à natureza e aos animais, aí temos a representação de Deus, que também é algo espiritual.

Sandra – Na sua opinião, o que é importante para ser um bom fotógrafo?
AJ – Eu tenho refletido muito sobre isso. Para se ter uma projeção no mercado você tem que ter um nome. Só que, para “fazer” esse nome, o profissional tem que ter primeiramente honestidade e humildade. No que diz respeito ao aspecto técnico, pra ser bom, tem que se ter em mente duas coisas importantes: os aspectos mais gerais da fotografia e o seu ponto central. Quando você consegue fotografar e mostrar esses dois pontos, eu considero que o profissional é realmente bom, sensível.

Sandra – Existe uma fórmula para se fazer um bom profissional de fotografia?
AJ – Eu acho que fórmula não existe, mas eu acredito que existem dons e talentos. O que você tem que fazer é estudar, fazendo cursos. Eu também não descarto a possibilidade de você se tornar um bom profissional estudando sozinho. Entretanto, são poucos os realmente bons que são autodidatas

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