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Mercado de trabalho para idosos
Por: Bman Castro
 
Foto: simon thomaschke

      Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é considerada terceira idade a partir de sessenta anos, quando então há necessidade da pessoa receber mais atenção, ante as transformações fisiológicas que começam a se acentuar. A legislação brasileira acompanhou a OMS, estipulando o mesmo limite inicial de idade (art.2º, Lei 8.842, de 04.01.94). Com a evolução da medicina e da tecnologia, bem como da consciência social, os idosos passaram a ter melhor qualidade de vida, conseqüentemente maior perspectiva de vida, e a gozar de mais respeito social, o que os têm tornado mais capacitados socialmente, com isso os anos de vida aumentam e a necessidade de um retorno ao trabalho, surge.

      A insinuação de que pessoas com 60 ou 75 anos não poderem trabalhar é, além de preconceituosa, desumana e até cruel. Aos “velhos” se lhes reservam em seus dias derradeiros angústia, doença, solidão, demência e morte. Vem a nossa mente imagens de asilos, onde os velhos são tratados como “lixo” humano. Mas este cenário vem se transformando radicalmente e precisamos estar preparados para tal mudança. Segundo a Folha de São Paulo/2008, as japonesas chegam hoje, em média, aos 85 anos, de cada duas meninas, uma viverá mais de 100 anos, e um de cada dois meninos viverá provavelmente 95 anos. No ano 2050 haverá, na China, cento e cinqüenta milhões de pessoas acima dos 80 anos. Esta é uma tendência mundial.

      Ainda segundo esta mesma pesquisa, uma pessoa pode ser mais sadia, criativa e jovem com 90 anos, do que com 70. Isso parece absurdo, mas estes dados são comprovados através destas pesquisas sobre longevidade. Podemos dizer então que somos das gerações a mais longeva e as próximas serão mais ainda.O que acontece então com esta revolução dos idosos? Os idosos querem continuar ativos, merecedores de confiança nas atividades que se propõem realizar. Exemplo disso: Se você perguntar a uma pessoa de 60 anos ela dirá que está feliz, que pode controlar sua própria vida e que é independente, livre. Nove em cada 10 idosos ainda têm objetivos marcantes e que nos surpreendem.

      Com o acesso a informação através da internet a capacidade física deixa de ser um fator limitador. O investimento na educação amplia horizontes. O mercado se prepara então para a venda de produtos e serviços voltados para este público. Por conseqüência empresas abrem suas portas para profissionais, que estão de volta, com uma enorme capacidade de adequação e um grau de experiência e comprometimento com o propósito de realizar o que sabem fazer, sem culpa ou medo.

      Atualmente os idosos representam uma grande força de trabalho, o que vem sendo reconhecido principalmente em países mais ricos. São milhões deles que viajam pelo mundo, surgindo cada vez mais agências de turismos, hotéis, casas de espetáculos voltadas para a chamada “terceira idade”, representando um grande potencial econômico. No Brasil muitos idosos aposentados retornam ou iniciam alguma atividade, contribuindo assim para o sustento do lar. Outros se dedicam as causas filantrópicas, enfim, estão ai nas filas dos empregos concorrendo com os mais jovens.

      Quem sabe estamos diante de um verdadeiro tsunami maior até do que o fenômeno da China, considerada hoje “o chão de fábrica do planeta”. Os idosos estão concorrendo com jovens inexperientes e despreparados que acreditam ser a juventude um “estado de espírito” permanente. Doce ilusão, o mercado abre as portas para a pessoa experiente que é capaz de acrescentar sem complicar, pois já viveu o bastante para não ter medo do “futuro”.

Boa sorte e até a próxima!

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