Edição 32
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Os Males do excesso na prática esportiva
Como em tudo na vida, a moderação é a chave para uma atividade esportiva saudável
Por: Newton César de Oliveira Santos
 

foto: ramasamy chidambaram

       “Esporte é vida”, clama o bordão tantas vezes escutado e repetido. E é verdade, já que a atividade esportiva combate o sedentarismo, areja a cabeça e traz bem-estar. No entanto, em meio a uma ‘sociedade de excessos’, como a atual, em que a falta de tempo se tornou queixa constante, é muito comum encontrar pessoas dispostas a compensar a falta de regularidade em atividades físicas com cargas intensas de sessões em academias, pistas e quadras.

       Chega a ser curioso o fato de que, mesmo conscientes dos males e perigos que rondam esses tipos de exageros, muitas pessoas caem na tradicional armadilha do “isso acontece com os outros, não comigo”. Uma pena, já que o número de casos de pessoas que sofrem dos excessos em atividades esportivas não para de crescer – e em alguns casos os números são assustadores.

Nesta edição optamos por lançar um alerta aos exageros cometidos em nome do esporte, e procuramos mostrar que, diferentemente do que se imagina, quando praticado de forma inadequada esporte pode ser contrário à vida.

       Veja alguns dos principais problemas que podem ser causados por excesso de atividade esportiva:

* Lesões nas partes brandas do corpo, como tendões, ligamentos e músculos, especialmente quando a prática esportiva é feita sem alongamentos.

* Aceleração de males cardíacos, como hipertensão arterial – é bom lembrar que o coração é o órgão que mais recebe impacto dos exercícios, uma vez que se encarrega de bombear o sangue para todas as partes em ação.

* Insônia e estresse, em casos em que ao corpo não se dá o tempo de devido descanso para sua recuperação depois dos exercícios.

        Para terminar, vale o alerta do fisiologista Turíbio Leite de Barros, referência mundial na área de medicina esportiva. “Se considerarmos rigidamente os conceitos de saúde, o esporte de competição não pode ser considerado uma prática saudável. Com certeza, não” (citado em www.universia.com.br). Ele ressalta que manter o corpo no limite da capacidade física, como o fazem atletas profissionais, é uma atividade de risco – mesmo quando constantemente acompanhados de equipe médica.

  

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