 |
| foto: Carlos Chavez |
As chamadas competências essenciais vão se tornando mais amplas e mais complexas à medida que o tempo passa. Daí o termo empregabilidade ser bastante utilizado, constituindo-se um tema extremamente dinâmico, em que os pré-requisitos necessários para ser desejado pelo mercado crescem continuamente.
Há algum tempo a capacidade intelectual era uma vantagem competitiva por excelência. Hoje, sem a presença do que chamamos, em RH, de coeficiente emocional, a questão da ética, e alguns outros conceitos, garantem a contratação e permanência no mercado de trabalho. Quanto mais aumenta o nível da competitividade corporativa, mais as questões relativas à capacidade de enfrentar e conviver com altos níveis de pressão se tornam evidentes.
Conviver cotidianamente com este nível de pressão não requer apenas intelecto relevante, mas condições físicas e mentais pra lá de saudáveis. As maiores causas de afastamentos a partir do nível gerencial se devem a transtornos psicológicos, muitos deles potencializados pelo estresse negativo oriundo dos níveis crescentes de pressão e da falta de uma disciplina que permita crescimento na carreira associado à qualidade de vida.
Mas, afinal, o que nos diz o conceito de empregabilidade?
Vamos pensar de uma maneira muito simples, como uma resposta direta às seguintes perguntas:
1. Quanto o seu conhecimento pessoal, de vida e profissional, e experiência é interessante para o mercado?
2. Que diferencial você tem quando comparado a outros profissionais com uma formação e trajetória parecidas com a sua?
3. Quais razões levariam uma empresa a lhe contratar? (Ter você como um profissional estratégico e competitivo);
Você não vale apenas o quanto sabe, mas vale o quanto “é”. Uma pessoa de grande competência técnica cujas qualidades morais e éticas não sejam comprováveis já não interessa a uma organização séria e comprometida. Ser digno de confiança é um pré-requisito fundamental que sobrepõe o desejo por desafios e a capacidade de trabalhar sobre pressão.
Por isso, não despreze o seu marketing pessoal, ele é muito importante neste momento; lembramos apenas do cuidado que se deve ter, pois pode acontecer do “feitiço cair sobre o feiticeiro” profissional que é apenas oportunista. Se você tem um valor, se você é um “expert” em um determinado tema, diga isso a todos, mesmo incluindo os mais simples de uma empresa, por exemplo - talvez um dia, quem sabe, você vai precisar dele, e nem imaginava isso.
Outra estratégia fundamental é manter a mente aberta para transitar com qualidade por ambientes multiculturais e colaborar na elaboração de “cases” em cada ambiente que você freqüenta. Isso lhe dará maior empregabilidade!
O mundo demanda por profissionais competentes, éticos, determinados e com visão de futuro. Nenhuma competência acima da média será desprezada se não o for primeiro por quem a possui.
Um dos segredos da empregabilidade (manter-se no mercado ou buscar novas oportunidades) é a Auto-motivação - ela significa acreditar em seus motivos para agir e, com base nesta certeza, cativar a confiança e as oportunidades que dependem daqueles que têm poder de decisão.
Sua empregabilidade depende única e exclusivamente de você, da sua capacidade de gestão da sua própria vida e carreira. Gere impacto, torne-se merecedor de ser lembrado e desejado pelo mercado, isso é fazer a diferença. Podemos definir então em poucas palavras que empregabilidade é experiência (de vida e acadêmica) e um excelente marketing pessoal.
|